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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ontem, passamos uma tarde entre amigos, maravilhosa! Casas e não apartamentos, sempre me remetem à infância, espaço em que vivi antes do casamento.
Ontem, de alguma maneira, voltei em pensamento, àqueles preciosos momentos em que a completa "segurança" nos faz ver a vida, sem qualquer preocupação.
A casa dos nossos amigos, traz um quê de suntuosidade "velada" ou foi assim que a senti.
Da rua, sua aparência é a de um colégio grande, com um pátio extenso que não nos deixa adivinhar as belezas que vamos encontrar ao passarmos pela porta principal.
Já, lá dentro, entendi que a discreção, até na moradia, é a forma de se comunicar daquela família. E, sobretudo, nos dias de hoje, quando não podemos chamar a atenção dos incautos.
Ao atingirmos a sala, a sobriedade e a elegância da mobília que a compõe, continuam falando sobre seus donos e nos deixam encantados. E assim, vamos de cômodo em cômodo, e em cada canto, uma ou outra peça nos chama a atenção, pela sua beleza e raridade nos dias de hoje, como as pias batismais dos banheiros. Os móveis se destacam pela beleza das formas e os espelhos espalhados aqui e ali dão uma graça singular ao ambiente.
A casa é grande e demoramos um pouco para admirar o bom gosto geral. Parece que essa demora é proposital para chegarmos ao local mais aprazível da residência. É como se estivéssemos percorrendo a caça ao tesouro e ao nos depararmos com aquela imensa sala de estar que dá acesso à área de lazer com jardins e piscina, não podemos deixar de ficar surpresos com a beleza e a simplicidade, traduzindo assim, a importância da natureza no nosso dia a dia.
Tudo ali é calmo, é de bem-estar. Não fosse pelos latidos da cadelinha ciumenta de nossa presença, nossas vozes poderiam ser ouvidas a uma longa distância.
A tranquilidade da anfitriã de pronto, nos deixou à vontade e foi bom demais ver fotos preciosas da sua história de vida.
O lanche, servido com requinte, naquele ambiente de prazer, contribuiu para que os que ali estavam, somassem alguns quilos à sua performance.
No final, a certeza da vida, dos bons costumes, da felicidade de constatar que os bens criados e os amigos, apesar de qualquer lapso de tempo, podem se reencontrar exibindo os mesmos princípios de educação e moral, pela vida afora.
(Adir Vieira - 20/10/10)
Fonte da imagem:webcasas.com.br

Um comentário:

  1. ana maria guimaraes ferreira21 de outubro de 2010 21:05

    Oi amiga depois de um longo e tenebroso inverno ........ ou seja de um afastamento temporario volto para ler suas cronicas e como sempre me envolvo nelas. Beijos no coraçao

    ana maria

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