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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ela, só ela !


Hoje o dia é de nostalgia, de saudade. Todos os dias cumpro a mesma rotina. Ao levantar, depois de beijar meu amor ao meu lado, levanto-me da cama, passo pela mesinha de cabeceira e lá está ela me olhando…Pego seu retrato, beijo-o, dando-lhe o bom dia e peço pelo dia de hoje, que me dê momentos bons ou que mantenha os que já tenho, que proteja a todos nós, sempre.Sua foto no porta-retratos lhe confere todos os poderes que eu lhe dei na vida – o de deusa maior, única, imponente, perfeita, cheia de razões para falar ou calar – e por isso, lá está ela ao lado dos meus santos protetores. Hoje, já não crendo tanto neles, tenho a absoluta certeza de que só ela está ao meu lado. É a ela que peço, é com ela que reclamo, é por ela que choro, é nela que creio.Vejo seu sorriso pequeno, humilde mesmo, com vergonha de se mostrar. Penso agora no momento em que ela – tão sensível – adquiriu aquela postura rígida, militar…Penso também que não tinha o hábito de chorar, nem de rir…Acho que minha personalidade palhaça nasceu com o desejo de fazê-la rolar de rir junto conosco. No entanto, por mais que eu me aperfeiçoasse, não consegui meu intento. Conseguia apenas irritá-la e fazê-la se mostrar aborrecida.Lembro de alguns momentos em que fez aflorar seu sentimento, mas o máximo que conseguia era ficar ruborizada diante de nós.Não era do seu feitio acariciar-nos, não aprendeu assim. Mas como nos amava! Sei que nos ama até hoje, lá de onde está. Sinto isso agora muito mais forte. Afinal, trago-a, arrasto-a para mim nos momentos que quero e preciso. Eu apenas a chamo e ela vem. Sento-a a meu lado para ouvir-me várias vezes por dia. Inexplicavelmente, tenho-a muito mais presente agora, tão distante e tão perto.Assim está sendo hoje. Com o dia dedicado apenas a ela.Um dia para valorizar seu amor a nós. Suas renúncias. Sua total dedicação.Só ela – minha mãe.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)


Fonte da imagem: ima1000.blogs.sapo.pt

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O aniversário do meu amor


Hoje é o aniversário do meu amor.
Juntos, todo esse tempo, fico impressionada com a sua alegria, com a sua expectativa dos acontecimentos, dos presentes, como se criança fosse.
Meu amor é assim, genuíno, verdadeiro, fiel aos seus sentimentos, sejam eles pueris – como o que se acerca dele nesses dias – ou rígidos, como a sua formação.
Ele é assim, não anda nos meios. Se ama o faz com todo o fervor, com toda a vontade, não admitindo divisões, nem tampouco concessões que não sejam só para ele, exclusivamente para ele.
Se trabalha, o faz com afinco e generosidade, exercitando toda a sua criatividade e exigindo de si o máximo de perfeição.
Seja de que forma se posicione na vida, nela estarão sempre presentes os melhores sentimentos e a organização.
Para mim, uma de suas maiores qualidades é a verdade com que enfrenta a vida.
É daqueles que fala na lata, não ilude, dando segurança a qualquer um nos seus diálogos.
Hoje, seu aniversário, é um dia super importante para mim, porque também o é para ele e me sinto privilegiada de ser a sua mulher, a sua mulher amada em todos os sentidos.
Por isso, deixo aqui essa mensagem:
-meu amor,que você sempre, seja esse ser único, especial, seguro, vivendo a vida, como deve ser vivida – com alegria e felicidade -Te amo muito, pelo que você faz com a minha vida, pulsando-a vinte e quatro horas com amor.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)


Fonte da imagem: somefuria2.wordpress.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Riqueza


Pensam que eu sou rica,

Cheguei a essa conclusão.

Por que será?

Será pelos meus olhos firmes em qualquer direção?

Será pela minha voz segura em profusão?

Ou será pelo andar calmo e coerente?

Será por esbanjar tempero no alimento?

Acho que é por nada negar ao elemento.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)

Fonte da imagem:thaiscandido.com

domingo, 28 de agosto de 2011

O guardião de piscina


Triste a vida do guardião de piscina!Lá de cima, do meu apartamento, imagino-o feliz com a profissão. Afinal, diariamente, goza dos prazeres do sol, tem o corpo sarado, tem ao seu dispor a água límpida e azul para se banhar, tem crianças e belas mulheres a sua volta.Enfim, a energia do sol e a força da alegria daqueles que ali se divertem, transmitem tudo de favorável a um trabalho agradável.No entanto, aqui de baixo, de frente para a piscina, não é isso que observo.Ao chegar, não abre e prepara o local para os moradores, o que já denota uma insatisfação.Percebo em seu olhar enfadonho o ir e vir ao relógio de pulso, procurando descobrir quantas horas ainda faltam para o intervalo de almoço e quantas ainda terá que viver no expediente da tarde.A aglomeração das crianças e os ruídos dali emanados fazem com que a vontade de afogá-las todas se deixe aparecer.Os corpos sarados das mulheres, em seus mínimos biquínis, não mais o atraem. Olha-as como se fossem bichinhos nojentos passando por ele e seus cumprimentos se vêem em inaudível resposta.Levanta, senta, levanta novamente, repreende uma criança e olha o relógio mil vezes, enquanto ali está.De repente, faltando quase vinte minutos para o encerramento, olha para mim, como que pedindo ajuda e diz:- Se essas duas crianças quisessem sair, eu poderia ir embora…Num misto de pena com sei-lá-o-quê, respondo:- Pois é, mas querem aproveitar até o último minuto!

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)


Fonte da imagem: pitocadearroz.net

sábado, 27 de agosto de 2011

Traição


Sou eu que traio meus pensamentos não os deixando fluir da forma que vêm, sem qualquer censura, ou são os meus pensamentos que, na ânsia de me mostrar diferente do que sou,são formatados por minha mente, à maneira dos outros e, com isso, me traem?É a dúvida que assola minha vida, fazendo de mim uma eterna traidora.Traidora dos meus desejos, pois não os realizo na medida dos meus anseios,traidora dos meus projetos por perceber que pouco dependem de mim e sim dos outros,traidora do abraço fraterno que não consigo dar para não ser mal interpretada,traidora das palavras de carinho que não consigo dizer a um desconhecido,traidora, enfim, de tudo o que de mais belo existe em mim e que não posso externar,por culpa da própria vida.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)

Fonte da imagem:aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo.pt

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Perdi meu patuá


Perdi meu patuá.

Agora não tem mais jeito…

Sem meu fiel amuleto,

não sei mais o que será…

Sinto-me assim,

mal nutrida,vazia, sem força,

tal qual Sansão sem Dalila

e pergunto: Como será?

A certeza dos conceitos,

De quem mais dependerá?

De mim, sem ele, não será…

Tão presa ao objeto eu estava,

com a sua proteção,na medida

que me vejo arraigada

a muitos males que tal.

Cadê meu patuá?

Tão grande é o meu desespero

e, apenas num momento,

revivo sua atuação…

Pelo menos, desde que veio

parar na minha mão…

Quero descobrir seus feitos,

saber se cumpriu direito

tudo o que prometeu…

E por mais que eu busque,

em prós e contras,

sinto que foi tudo ilusão.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)


Fonte da imagem:www.artesanatta.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O bloco


Estamos no Carnaval.Assumo minha raça africana e vejo-me saltitando feliz no bloco de sujos.Foi o primeiro que passou na rua onde moro, no subúrbio. Devia ter aproximadamente umas quinhentas pessoas. Diferentes umas das outras mas, inexplicavelmente, integradas no sentimento. A atitude geral é única e visa, exclusivamente, jogar para fora emoções reprimidas e alegrias do momento.Ali não existe médico, professor, estudante ou mendigo. Todos querem cantar e pular e eu me junto aos demais, sem sentir.Todos se sorriem, se afagam e se cumprimentam como se fossem amigos de outrora.Reparo, naquele momento, que já percorri duas ou três quadras com o grupo e, extasiada, vejo-me ensaiando passos de porta-bandeira, quando um dos integrantes junta-se a mim para compor o par, usando como estandarte a vassoura do gari.Graças a minha ingenuidade, minhas roupas são comuns, aquelas usadas para ir à padaria à tardinha e quando meu lado inconsciente avisa-me de onde estou, posso desviar-me do bloco pela lateral e retornar a casa, comportadamente, como se em algumas horas eu não tivesse viajado à lua.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)

Fonte da imagem:funcab.org

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Feliz aniversário, minha irmã !

Hoje aniversaria minha irmã mais nova.
Nasceu para ser a caçula, para ser cuidada e amparada pelos mais velhos.
Ao longo de sua vida, os presságios daquele dia de forte ventania, deixaram sua marca.
Marcas da decisão, marcas de ação, marcas de quem veio ao mundo para fazer com amor.
Marcas fortes como o vento do dia do seu nascimento, rasgando os céus com a impetuosidade de quem veio com um propósito.
Desde cedo, sua forma de ser não nos deixou vê-la como a pequenina.
Aos olhos de todos, sua força resplandecia, mesmo na timidez que carregava quando criança.
Nós seus irmãos, lembram sempre da promessa que fez na cabeceira de nossa mãe -num dos dias em que ela estava doente - de que seria médica quando crescesse, para descobrir e tratar sua enfermidade.
Promessa feita, promessa cumprida.
Caminhou pela vida amparando-a, medicando-a nos males corriqueiros e em todos os outros que nos tiravam a paz.
É assim com o mundo: -segura e firme -o que faz com que a família siga, sem pestanejar, qualquer conselho seu, seja ele sobre saúde ou não.
Mais do que a médica dos seus pacientes, é a amiga interessada em deixá-los melhor.
Não existem minúcias nos seus diálogos e vive a vida com seriedade, fiel aos seus dignos conceitos, como um livro aberto, que nos dá prazer em ler.
Falar dessa irmã só nesse dia é muito pouco, não por ela ser o nosso porto-seguro, aquela que nos momentos dolorosos e sofrendo conosco, não se dá o direito de mostrar a própria tristeza, tendo como princípio levantar nosso astral, seja com suas frases bem humoradas ou puxando nossa orelha, mas porque nesse dia, nosso coração se enche tanto de gratidão, que nem em todos os dias do mundo conseguiríamos retratar para ela nosso grande carinho.
Parabéns minha irmã Alba. Que o dia de hoje e todos os outros de sua vida tragam para você muita alegria, saúde e felicidade.
Feliz aniversário !

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - agosto/2010)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sonhando com o Copacabana Palace


Há pessoas, na vida, tão tranqüilas que são, que nos enchem de paz e nos fazem sentir absolutamente seguras em sua companhia.É aquele jeito de que tudo está bom.Tudo é perfeito e transformável ao seu belprazer. Parece que o mundo conspira a favor, dispondo tudo ao redor de uma forma magnificamente feliz.Ao chegar na casa dessas pessoas você já sente a boa receptividade no ar. Alguma coisa é nova, e aí você sente que mora mal, tamanha a claridade, a entrada de ar e o sol. Ah! O Sol!Sem exagero, no verão, na sala, se você passar no corpo desnudo um filtro solar ou um bronzeador, vai pegar a cor ideal vendo TV. A sala é ampla e tem dois ambientes, meu sonho de consumo. A decoração de todos os cômodos é alegre como os seus donos e suas paredes são ornadas com quadros multicoloridos, produzidos por uma das moradoras. Ainda na sala temos, a nossa disposição, TV/DVD/som, sem que tenhamos que pular cadeiras para chegar às tomadas.O janelão, razão de eu nomear a casa de Copacabana Palace, deixa à mostra todo o bairro e nos torna, dentro da casa, uma extensão dele, além de nos fazer visualizar, sem esforço, as moradias de, no mínimo, três pessoas conhecidas. Ah! Se eu tenho um binóculo! Garanto que os três, sem saber, estariam participando do meu “Big Brother”.Esse mesmo janelão, à noitinha, empurra para dentro o vento, aquele que me lembra as regiões praianas - seguro, suave e constante - que vem para nos refazer do dia e para ordenar nossos pensamentos inúmeros, quando em contato com seres como os donos da casa. Não sei se a proximidade com a casa de entes queridos ou sei-lá-o-quê, essa casa traz uma calmaria inconfundível.A cozinha, prática e sem as frescuras da época atual, e a variedade de pratos já preparados para a nossa chegada, faz com que nos sintamos em um apart-hotel. Sabe aquela coisa de abrir o frigobar e escolher o que comer na hora que quiser?Banho, sono? Nunca em horários predeterminados, só depois de cumpridas as conversas intermináveis, a ponto de nos deixar sugar aprendizados dos mais variados estilos, surgidos nos longos bate-papos.O estranho é que não há, para fortificar o prazer, praia próxima, danceterias, bares da moda, nem restaurantes aprazíveis. Todo esse glamour está dentro da própria casa. Só o que há e enche o ambiente é a presença e a luz dos donos do local, pessoas felizes e designadas para fazer o bem.Com poucas pessoas assim, no dia-a-dia, tive o prazer e a glória de conviver, mas confesso que um grande vazio se instala em nós, quando deixamos o local, na hora da separação.Foi o que eu mais senti na minha volta para casa, depois de passar quatro dias em perfeito estado “zen”..

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)


Fonte da imagem:barraleme.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sexta-feira, 13 !


Hoje, ao virar o calendário, deparei-me com a data – sexta-feira, 13.De pronto, veio à minha mente posicionamentos remotos em relação ao dia que, segundo sempre se soube, anunciava momentos ruins.Lembro de uma das minhas irmãs, a cada início de ano, checar o calendário anual e verificar se trazia alguma sexta-feira 13. Lembro também que, sempre próximo a essa data, chamava nossa atenção com prognósticos aterrorizantes sobre esse dia fatídico.Hoje, creio que bem mais madura, isso não mais me afeta, mas, de súbito, como se eu não pudesse contestar, noto que minha postura em relação ao dia vai assumindo, sem que eu perceba, conotações de alerta.Temo iniciar qualquer tarefa prazerosa intuindo que não dará certo.Vejo-me andando de um lado para o outro, sem nada fazer, com medo mesmo de enveredar-me por armadilhas silenciosas enviadas pelo ar.Vejo-me calada, com aquele temor específico de que qualquer som por mim emitido possa traduzir-se em discussão ou mal-entendido.Vejo-me em constante alerta e precavendo-me de qualquer ato desabonador à paz.Meus temores, imaginados esquecidos, tomam força maior ao constatar que além de sexta-feira 13, ainda é dia de lua cheia, o que assinala maiores expectativas negativas.Penso de repente que tudo caminha de acordo com minhas lembranças e tento estabelecer metas reais para o meu dia.Constato, no entanto, que apesar de todos os esforços não consigo dar termo a essa apreensão velada, a essa negatividade firmada em recordações infundadas de muito tempo atrás.Enfim, que a sexta-feira 13 se vá e eu possa voltar a viver sem esses medos.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)

Fonte da imagem:umaboapostadepescada.blogspot.com

domingo, 21 de agosto de 2011

Nasceu a princesa !


Nasceu para ser princesa, no mais alto estilo da palavra.Já na barriga dava ares de sua imponência, pela delicadeza e beleza dos trajes que, cobrindo o corpo da mãe, serviam de invólucro para seu porte destacado.Nasceu com o raiar do dia, nas primeiras horas da manhã, quase não dando tempo à mãe e aos médicos para os preparos necessários ao seu nascimento.Esperada que era pela família grande que há muito não ouvia o choro de um bebê, foi anunciada como notícia de jornal pelos corredores da Empresa onde a mãe, na véspera de sua chegada, tinha cumprido longas seis horas extras.- Extra! Extra! Nasceu a princesa!Nasceu forte e decidida, com o narizinho em pé. Fofa, cabelinhos encaracolados, foi se tornando ao longo do tempo a pedra preciosa do grupo. Foi abduzida por todos e para todos, tamanho o seu requinte.Mais crescidinha, na escola seu vocabulário especial, contrário à mesmice dos coleguinhas, chamava a atenção dos mestres que não sabiam o que fazer para retomá-la às bobagens corriqueiras. Sempre amou estudar, ler e pela vida foi trilhando caminhos e estrelando suas peças, sempre com todas as vitórias..

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)


Fonte da imagem:namoda.wordpress.com

sábado, 20 de agosto de 2011

Cassinha


Candura ela tem demais

Amor então, nem se fala.

Simplória nos atos,

Sempre arrecada carinhos…

Inventa situações e

Não descarta opiniões,

Hoje, ontem, amanhã

Assim será esse anjinho.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)


Fonte da imagem:brasilescola.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Carnaval


Tinha eu quatorze anos, época em que os hormônios clamam por felicidade.Na semana seguinte seria Carnaval e primas e amiguinhas de melhores posses do que eu, não falavam de outra coisa e, como sempre, já haviam decidido o que fazer e para onde ir naquela longa semana de folga.Só eu e minhas irmãs cumpriríamos a mesma rotina de dias iguais, já que não tínhamos condições financeiras para gastos com lazer.Era Carnaval e eu, mais do que ninguém ficava enlouquecida com os bailes fomentados na mente, na imaginação desenfreada de quem admira a festa.Acho que naquele dia, Deus ouviu minhas preces e fez com que duas das minhas primas mais próximas convidassem a mim e a minha irmã quase gêmea, então com treze anos, para um baile noturno. Não seria perigoso pois todos iríamos com meus tios e era bem próximo de casa, num daqueles clubes familiares criados por moradores do local. Antes que meus pais consentissem – sabia que iriam permitir nossa ida – fiz de relance uma fantasia em torno da questão. Lá, já me vi pulando entre os foliões e chamando a atenção geral com a minha fantasia. No entanto, a fantasia seria um grande problema, já que não possuíamos nenhuma veste que, trabalhada em última hora, pudesse ser transformada em traje carnavalesco.Sem admitir essa impossibilidade, resolvi vestir o meu vestido mais apresentável, verde água, por cima de uma calça preta justa. Colocado por dentro da calça, dobrava-se por cima dela, dando uma aparência de – melindrosa – que, com colares e pulseiras coloridos, nada deixaria a desejar a fantasias mais simples.Fiz o mesmo com o de minha irmã que era de cor rosa. E assim, fomos para o baile.Eu me diverti tanto, tanto, que nem um lanche oferecido pelo meu tio me fez parar de dançar.Nas primeiras horas da madrugada e com o baile terminando, fomos deixadas na porta de casa. Meu pai, avisado com antecedência, abriu a porta em silêncio, para que as outras crianças e minha mãe não acordassem.Minha alegria cessou quando, ao me despir para o banho, deparei-me com o vestido, único traje para as ocasiões festeiras, todo manchado de preto. O mesmo ocorreu com o de minha irmã.Não preciso detalhar o que ocorreu no dia seguinte quando minha mãe viu, nem sobre os castigos que sofremos..

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)

Fonte da imagem:pcmag.uol.com.br

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Meu amor


Justamente hoje, feriado

O meu susto foi maior

Relendo várias vezes o bilhete

Grande surpresa imaginei

E ainda assim, acreditei.

Queria ele que eu fosse

Um dia com ele a Paris

E outra vez lá em Roma

Iria de novo ser feliz

Roguei a Deus que desistisse

Outrora, até podia ser…

Zebra como essa, não sei…

Diante de tanta insistência

Assenti para não magoar…

Só de pensar em partir

Indo com ele sem querer,

Levando ou não alguém comigo

Viajaria a sofrer e mesmo na imaginação

Ainda assim eu penei.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)
Fonte da Imagem:varandablog.wordpress.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O recado


Pediram que eu desse o recado.Se ao menos fosse um recado agradável, que felicidade trouxesse a quem o recebesse…Mas não, era um recado que se sabia de antemão traria de volta amargas vivências.Fiquei entre a cruz e a espada – não podia me negar a fazê-lo - e não queria presenciar, de novo, na minha frente, uma alma triste, arrependida de atos não cometidos nesta encarnação.Pensei, repensei e, embora num primeiro momento houvesse decidido por não passar o recado, preferi arranjar um modo que, mesmo em desacordo com minha forma de ser, deixasse ambas as partes em paz.Usei de minha criatividade e fiz um enredo plausível, aproveitando um bendito gancho na conversa que, felizmente, foi absorvido como absolutamente real pela pessoa que deveria receber o recado.Agora, depois do problema solucionado, fico eu em conflito com os meus deveres para com a verdade e, mais uma vez, me prometo não entrar em outra armadilha..
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)
Fonte da imagem:eueasmidias.pbwiki.com

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A vida (Albert Einstein)


Hoje, decidi publicar aqui esse pensamento verdadeiro e forte de Albert Einstein, para que todos possam refletir a respeito e, se necessário for, mudar suas próprias atitudes diante da vida.
"A vida é como... ...jogar uma bola na parede.
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca,
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força:
Por isso, nunca “jogue uma bola na vida,” de forma que não esteja pronto para recebê-la .
A vida não dá nem empresta;
Não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é Retribuir e transferir... ...aquilo que nós lhe oferecemos"
Fonte da imagem: blogsweetapple.blogspot.com

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Minha saudade

Já lá se vão dois meses e minha saudade não me acalma. Ainda dói demais, ainda me modifica, ainda me dilacera, me mostrando um lado meu que não quero conhecer. Aquele lado da revolta, da incompreensão, da falta de amor.
Com a vida tão mudada e irreconhecível, penso que não estou vivendo minha vida. Vivo onde e como os que estão à minha volta determinam e sugerem. Não sei se tudo isso faz parte do caminho, mas posso afirmar que é terrível.
Não importa se muitas pessoas me rodeiam. Com ou sem elas, sou absolutamente só. Meu pedaço, minha alegria, sumiu de repente, deixando-me assim... como não quero me ver.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 09/08/11)
Fonte da imagem: reflexoes.net