segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Surpresas na vida
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Salve 27 de setembro!
Desde há muito tempo, sou uma fiel seguidora dos Santos Cosme e Damião. Já lá se vão mais de trinta anos que eu, religiosamente, distribuo doces em homenagem aos dois e às crianças que foram. Se algum motivo me impede de fazê-lo no dia vinte e sete, o faço no dia doze de outubro, das crianças. domingo, 21 de agosto de 2011
Nasceu a princesa !
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Carnaval
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Ciúme

Discursava pela vida afora, tal qual filósofo, abominando esse sentimento que, segundo ele, fazia horrores na vida das pessoas que o tinham. Muito mais do que na vida das pessoas por ele atingidas.
Gostava de falar sobre ciúme, catedrático que parecia ser no assunto.
Suas palavras eram de total negação.
Orgulhava-se de, desde menino, dividir seus inúmeros brinquedos de filho único com os amiguinhos da vila onde morava, com todo desprendimento de quem não guardava, em si, nem as mínimas impressões desse sentimento.
Caminhou pela vida dividindo amigos, chefes, empregos, objetos pessoais e até mesmo bens materiais de valor. Tudo lhe servia de teoria para esse gosto de se mostrar isento de ciúme.
Parecia que sua vida foi de total treinamento para que angariasse troféus e mais troféus merecidos.
No entanto, surgiu Marina. Marina, a escolhida. Sem muitos atrativos, Marina tinha uma beleza camuflada que só Mauro percebia a fundo.
Parecia que Mauro escolhera Marina para que fosse poupado dos olhos desejosos de outros homens sobre ela. Mauro passou a temer suas saídas, rápidas que fossem, controladas nos segundos até a sua volta. Tudo de Marina era importante para Mauro. Captava seus sonhos, seus desejos, suas vontades. Vivia totalmente para ela.
Agora, cumprindo já dez anos de pena, olhava o teto da cela e não entendia como disparara aquele tiro em seu coração, à queima-roupa.
(Adir Vieira - 30/11/10)
Fonte da imagem:mestrearievlis...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O Sol

Acredito que grande parte dessa falta de apreciação por esse clima é devida ao fato de eu morar num prédio com piscina e playground, reduto dos moradores nessa época do ano.
Os dias calmos de inverno onde todos se refugiam debaixo de cobertas a assistir filmes preferidos na TV ou mesmo dedicando suas horas de lazer a leituras, dão lugar a vida em grupo.
No play e na piscina vamos encontrar nesse clima de calor, até altas horas da noite, os nossos queridos vizinhos.
As crianças de um modo geral descobrem as bicicletas, os jogos, enfim, as gritarias que, misturadas às vozes dos pais e babás, provocam um vozerio incompreensível aos nossos ouvidos nos trazendo um desconforto sem par.
Embora a piscina se localize distante das minhas janelas, o grande e constante grupo que a frequenta, faz questão da exibição não só do próprio corpo, como de sua falta de educação, atestada pela forma com que se comunicam, entremeadas de palavras pouco aprovadas pela minha avó.
Na maioria dos dias, ainda nem bem despertamos e somos sacudidos pelas algazarras das crianças a transportar brinquedos, mochilas, garrafinhas de água e outras coisas mais pelos corredores e pátio, a anunciar sua felicidade com as brincadeiras ao ar livre.
Nessa época do ano, o salão de festas, também para nossa agonia, é disputadíssimo pelos moradores que devido ao horário de verão, podem estender suas festividades por mais uma hora.
E eu que amava tanto o meu amigo Sol, antevejo dias de terror, disputando com meus vizinhos momentos de calma e silêncio.
Viva o verão!
(Adir Vieira - 30/11/10)
Fonte da imagem:luaimaginadapoemas...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A loja de roupas femininas

Encontro-me no segundo piso de um shopping famoso, exatamente no Centro Médico. Ali, tudo, parece que foi planejado para distrair os clientes enquanto aguardam aquelas horas intermináveis e, dependendo do caso, nervosas, para o atendimento.
O local é em toda a sua extensão envidraçado de forma que ali parados,eles possam visualizar outras áreas do shopping e sua rotina.
Ali estou eu, sentada de frente para uma loja de roupas femininas, no andar de baixo.
A princípio, a própria loja me chama a atenção, pelo seu bom gosto. Numa época em que tecidos e trajes estão totalmente desconexos, ali ainda se preza a harmonia das cores e os detalhes suaves que embelezam a vestimenta.
Não só as roupas mas a disposição dos balcões e das araras, clama por uma visita que seja só para apreciar.
Observo como as calças compridas são dispostas e dobradas. Se o desenho do bolso é o destaque, é ele que fica visível aos nossos olhos e o importante é que, diferentes na sua forma, mesmo empilhadas, convidam ao interesse de experimentá-las, pois os detalhes mais importantes nas peças sobressaem na pilha.
Agora, o que me chama a atenção ali é uma senhorinha, de uns setenta anos, baixinha, vestindo jeans como uma menina de quinze anos, que, sorridente entra e se dirige a vendedora. Depois de trocarem algumas palavras que eu de onde estou não consigo ouvir, seguem para um dos balcões de blusas esportivas e bastante coloridas, embora não extravagantes. A senhorinha vira daqui e dali e sem qualquer timidez a cada peça tocada, coloca-a junto ao corpo e com gestos infantis se olha no espelho, aprovando ou não uma e outra. Como se aquela primeira experiência não fosse o bastante, arruma nos braços umas seis blusas e se dirige a cabine de prova. Percebo que de lá, ainda ocupa a vendedora, devolvendo algumas peças e ao retorno da mesma, entendo que pediu para trocar as cores. Depois de muitos minutos, sai da cabine feliz indicando apenas duas peças à vendedora. As duas então se encaminham para o Caixa e depois disso não consigo ver mais nada, pois a enfermeira me chama.
Fonte da imagem: fotosearch.com.br
terça-feira, 17 de agosto de 2010
União para sempre

Hoje, a não ser que uma data nos imponha isso, não nos vemos, cara a cara, como antes. E já que o telefone móvel nos dá a tranquilidade de estarmos sempre em contato, vez por outra, nos surpreendemos com o tanto de tempo que não nos encaramos.
Moramos, na sua maioria, no mesmo bairro, em ruas próximas e talvez por isso, não temos a ansiedade de irmos uns em busca dos outros, já que os sabemos bem por perto. Não é raro, por isso, nesses quase quatro anos que já se passaram, estranharmos seus novos gostos, suas novas vestimentas, seus cabelos enbranquecidos pelas agruras do tempo.
Com o hábito de nos reunirmos sempre na casa de nossa mãe, não fomos acostumados a nos frequentar em nossas casas. Daí essa grande lacuna. Também os afazeres de cada um, não deixa espaço para tal.
Mas a certeza de estarmos todos dentro do mesmo raio de união, não nos deixa preocupados com a proximidade física, já que nos falamos, chova ou faça sol, todos os dias.
No entanto, a situação muda inexoravelmente, quando qualquer um dos irmãos por questões pessoais ou por força do trabalho que desenvolvem, têm que se afastar em viagens, sejam curtas ou não.
O fato de não os termos à mão, muda nossos procedimentos, como da água para o vinho e nos deixa pipocando de ansiedade desde sua partida até o retorno, momento em que nosso grito de alívio, não esconde esse visgo de união, quase patológico, em nossas vidas.
Aí é comum, estarem todos conectados no MSN, de manhã à noite, à espera do ruido de chamada, para prazeirosamente nos vermos, de novo, frente à frente, como se há séculos não nos víssemos.
Que marca é essa, tão comum e tão presente nas famílias de antes que, com todos os recursos tecnológicos, não presenciamos nas famílias de hoje?
sábado, 24 de julho de 2010
Meu passeio à Ilha de Paquetá

quarta-feira, 14 de julho de 2010
Ah! o amor, de novo !

"Quando se ama, não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós." -
vi toda a imensa verdade contida no amor.
Por amor, mudamos conceitos,
por amor, esquecemos o mundo,
por amor, desrespeitamos pais,
por amor, fazemos das exceções nossas regras.
Mas é preciso que seja o amor verdadeiro, contido de imensa paixão, do início ao fim.
Quando verdadeiramente amamos, o tempo não passa, as marcas de velhice não existem e a mesma inocente força de poder o que se quer, rodeia nossos dias, guiando nossos passos em busca dos mesmos sonhos da juventude.
Por mais que amadureçamos, por mais que sejamos condescendentes com as pessoas mais queridas que nos rodeiam, tudo acontece dentro de nós.
É nossa alma feliz que clama por um dia sorridente, por uma festa particular, alheia a vida lá fora.
Que bom que é assim, enquanto o amor existe !
Adir Vieira - 14/07/10
Fonte da imagem: ienh.com.br
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Lá se foi a "COPA" e já vem o Bruno!

Nas últimas semanas, todos vivemos em torno do campeonato mundial de futebol, fazendo com que nossa vida girasse ao redor desse evento, atropelando nossos compromissos de rotina e fazendo com que o maior número de trabalhadores, contabilizasse na sua folha de ponto horas e horas a pagar, de acordo com o estabelecido com cada patrão.
Vivemos freneticamente a alegria de voltar mais cedo para casa e até de não ir para o trabalho nos dias de jogos do Brasil.
Lamentavelmente, para nossa tristeza, o Brasil não logrou êxito e nós todos, como se já não soubessemos disso, exibimos nosso ar de desilusão pelo fato.
Nesse início de semana, a mídia que esqueceu o mundo, por conta do campeonato, volta a eleger apenas uma pauta para, igualmente, freneticamente, se dedicar - o caso Bruno -.
Enquanto isso, enquanto a mídia se debate em apresentar a melhor matéria sobre o caso, o maior furo de reportagem, o maior sei lá o quê, o Brasil e seus inúmeros problemas, seguem à margem, totalmente ignorado nas suas necessidades prementes.
É assim que gira o mundo, infelizmente!
12/07/10 - Adir Vieira
terça-feira, 8 de junho de 2010
Abundância

quarta-feira, 26 de maio de 2010
Meu tipo inesquecível

quarta-feira, 19 de maio de 2010
Meditando para que serve um Plano de Saúde, na sala de espera de um consultório médico

Era uma sala retangular e nas paredes entrecortadas pelas portas de cinco especialidades – ginecologia, cardiologia,clínica médica,oftalmologia e endocrinologia – duas fileiras de cadeiras de couro sintético preto, conjuntas em oito, dispunham-se de frente umas para as outras, o que de certa forma, obrigava os pacientes que aguardavam os médicos a se olharem, mesmo sem querer.
Um revisteiro contendo mais folhetos informativos do que, propriamente, revistas, visava entreter os que ali estavam aguardando o chamado, mas de tão velhas, sujas e rasgadas, as poucas revistas, de tanto serem manuseadas mostravam-se desagradáveis ao toque.
Um decalque grande, fixado acima do revisteiro, mostrava um celular e solicitava o seu desligamento no local.
Devido as poucas cadeiras, mais da metade dos pacientes aguardavam em pé, como nós.
De quando em vez, ouvia-se a troca de pernas de alguns, que procuravam naquele desconforto uma forma melhor de posição.
Todos que ali estavam pareciam preocupados e na expectativa da consulta e era difícil distinguir os pacientes para cada sala, embora a diversidade dos consultórios pudesse ajudar nessa adivinhação.
Apenas um dos médicos se utilizava da ajuda da enfermagem para anunciar os pacientes. Considerando que a sala dos enfermeiros ficava em outro corredor, após a saída do paciente atendido, tínhamos que aguardar a vinda da enfermeira que, anunciava um novo paciente. Isto sem dúvida gerava uma morosidade e impedia a desocupação das cadeiras de uma forma mais rápida.
Pelas conversas quase em sussurro notava-se que a maioria tinha marcado seus horários o que não justificava tantas pessoas esperando há tanto tempo.
Se em algumas salas as consultas eram menos demoradas, não ultrapassando mais do que quinze minutos, o consultório da endocrinologia não fazia chamados senão de hora em hora. Estávamos ali, há pelo menos duas horas e meia, já havíamos sido atendidos na cardiologia, sendo o próximo passo a endocrinologia.Faltavam ainda quatro pacientes para essa especialidade, segundo nossa dedução e estimamos pelo menos, mais três horas ali, em pé.
A faixa etária que ali aguardava regulava entre 65 e 80 anos. Várias eram as bengalas de apoio entre as cadeiras e ouvia-se o ressonar de alguns já há algum tempo, o que fazia com que os chamados fossem repetidos por várias vezes. Apesar disso, incapazes fisicamente ou não, ali estavam sozinhos, o que estranhamos sobremaneira.
Nessa altura, ansiávamos por uma cadeira vazia e torcíamos para que as portas se abrissem, devolvendo à rua, pacientes já atendidos.
De repente, dois lugares vagaram e quando num salto só corríamos para elas, uma das portas se abriu e um menino de quatorze anos, acompanhante de sua tia-avó, clamaram pelos lugares, visto que a senhora tinha sido medicado e ali deveria aguardar o efeito do remédio, sob a proteção do garoto que lhe segurava as mãos, acalmando-a todo o tempo.
Continuamos ali, em pé, por mais meia hora, até que fôssemos chamados.
E aí perguntamos – adianta hoje, nesse país, termos planos de saúde e consultas devidamente marcadas?
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Hoje é dia de pânico

sábado, 3 de abril de 2010
Chuva

Fonte da imagem: apenasumolhar.blogs.sapo.pt
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O triste fim de alguns

Numa roda de amigas, tres delas casadas e como eu, com os maridos já mais velhos e dando sinais de um envelhecimento, tudo girava em torno da paciência que tinham que desenvolver para aturar as manias que agora se apresentavam em profusão e incomodavam por demais seu dia a dia. Sua reclamações não eram simples reclamações, mas sim, deixavam transparecer um desejo latente de se verem livres daquelas "malas" em suas vidas.
Como se fosse um discurso já treinado, enumeravam coisas iguais - como um rádio com o som muito alto, dificuldade de usar roupas mais novas, formas de comer indevidas em público, dificuldade de ouvir o que elas diziam e sobretudo, um hábito diário de isolamento delas - e nenhuma apreciação por saidas em grupos, coisa que as fascinavam.
Ouvia eu muito atenta aquilo tudo e tristonha me perguntava onde está o amor incondicional ?
Constato que é comum as pessoas amarem o bom, o fácil, o perfeito e lamento profundamente que um homem que muitas das vezes foi o provedor único dos desejos daquela mulher, nem de longe disconfie que agora, um pouco mais alquebrado, possa servir de chacota no seu próprio meio social e familiar.
Fonte da imagem:luciamrusso.blogspot.com
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Insônia x Flamengo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O poeta e eu

Fico aqui pensando que a sensibilidade de um poeta é por demais avassaladora. E olhem que por experiência própria, posso afirmar que essa sensibilidade vai às raias do inexplicável.
Em todos os campos, em todas as matérias, em todas as situações de vida, são intensos por demais em sua análise.
Parece que querem extrair da vida sua forma humana e pintar de acordo com os seus olhos de mel o que há ao redor, ao seu bel-prazer.
Acompanhar um poeta nessa trajetória é, com certeza, uma viagem a um caminho sem volta, onde em certos momentos procuramos uma parte de nós e não a encontramos.
Aqueles que não vêm para a vida com esse dom, vêem a vida com mais simplicidade, acreditam no que vêem, sejam coisas boas ou más. Mas o poeta não, quer ver rosa no cinza e sofre.
Quer a sua volta seres especiais, sem quaisquer erros, como se pudéssemos extrair do ser humano hábitos corriqueiros e sutis.
Planejam, como numa escrita, sua própria palavra, fazem do seu caminhar algo surpreendente como o verso que compõem em cada ato de vida.
Penso que talvez num balanço diário, apesar de tudo, ainda sofram muito menos que nós, pobres mortais que, mesmo se atropelando, vão organizando a vida, às vezes mais preta do que azul.
domingo, 13 de setembro de 2009
Fim às novelas!

Enfim, terminou mais uma trama na TV.Ontem, após o último capítulo da novela "Caminho das Indias" prometi a mim mesma que, apesar das belas chamadas para a próxima novela, eu não vou me prender mais à TV naquele horário fatídico em que quase toda a população esquece sua própria vida e passa a viver aquela dos personagens.
Recordo-me de que é sempre assim - vibramos, sofremos, nos alegramos e traçamos o destino de cada um, fantasiando a partir de nossas crenças, durante todo o período de exibição.
Ficamos impacientes com as cenas desprezíveis, ansiamos por um alongamento naquelas de maior impacto e nada disso ocorre. E por incrível que pareça nunca podemos assistir o último capítulo. Sempre acontece qualquer impedimento e só na repetição no dia seguinte, podemos dar fim aquela expectativa que nos acompanhou por meses a fio.
Como se não bastasse, vários são os personagens que desaparecem na trama, sem uma conclusão favorável aos nossos anseios.
Com toda a nossa compreensão de que é absolutamente necessário que isso ocorra para a tão proclamada audiência, fica aquela sensação de frustração que, com certeza ainda vai nos acompanhar por mais alguns dias.
Por isso, decidi - fim às novelas!
Fonte da imagem: tvbrnoticias.blogspot.com






