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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O poeta e eu


Fico aqui pensando que a sensibilidade de um poeta é por demais avassaladora. E olhem que por experiência própria, posso afirmar que essa sensibilidade vai às raias do inexplicável.

Em todos os campos, em todas as matérias, em todas as situações de vida, são intensos por demais em sua análise.

Parece que querem extrair da vida sua forma humana e pintar de acordo com os seus olhos de mel o que há ao redor, ao seu bel-prazer.

Acompanhar um poeta nessa trajetória é, com certeza, uma viagem a um caminho sem volta, onde em certos momentos procuramos uma parte de nós e não a encontramos.

Aqueles que não vêm para a vida com esse dom, vêem a vida com mais simplicidade, acreditam no que vêem, sejam coisas boas ou más. Mas o poeta não, quer ver rosa no cinza e sofre.

Quer a sua volta seres especiais, sem quaisquer erros, como se pudéssemos extrair do ser humano hábitos corriqueiros e sutis.

Planejam, como numa escrita, sua própria palavra, fazem do seu caminhar algo surpreendente como o verso que compõem em cada ato de vida.

Penso que talvez num balanço diário, apesar de tudo, ainda sofram muito menos que nós, pobres mortais que, mesmo se atropelando, vão organizando a vida, às vezes mais preta do que azul.

2 comentários:

  1. Prezada...
    Muito poéticas as suas palavras descrevendo os sentimentos dos poetas. Talvez seja isso e mais o fato deles conseguirem transformar o seu imaginário em coisas interessantes...
    Gde abç,
    Adhe

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  2. Caro Adhemar,
    Obrigada pelas suas palavras e pela sua visita. Sou sua leitora assídua, embora às vezes, não poste comentários sobre suas belíssimas composições.
    Abraços,
    Adir

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