Quantos estão lendo agora...

Lendo e ouvindo...


Bem Vindo


Mostrando postagens com marcador estado de espírito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estado de espírito. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dia da Saudade!

Ontem foi dia da saudade!
Que estranho pensar nisso, quando minha vida agora se traduz absolutamente em saudades de você, meu amor!
Saudade do seu jeito, saudade de suas mãos nas minhas, saudade dos seus olhos sempre à minha procura!
Não gosto desse meu momento de vida. Não queria sentir saudade. Queria você aqui pertinho de mim, fisicamente. Por mais que a paz me envolva quando penso em você (e quando não penso?),  ter a certeza de que você está aqui do meu lado seria a glória. Não quero mudar a ordem de Deus, não quero ser egoísta, mas você me faz tanta falta que a saudade já se transformou em dor crônica no meu coração.
Adir M.Vieira Queiroz da Silva, 31/01/12
Fonte da imagem: Internet

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Seu nome era amor por mim....

Tudo nele era amor,
Suas palavras, seus atos diários,
Posso mesmo arriscar
que seu nome era felicidade!
Ali, tudo fluia
como se fadas e anjos cercassem o ar,
ali, tudo era tão pleno
que agora sem sua presença,
sem sua fala doce e forte,
nada existe mais...

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 14/11/11)

Fonte da imagem: meu arquivo

sábado, 22 de outubro de 2011

Bela surpresa !

A vida reserva surpresas. Surpresas, daquelas inimagináveis!
E por isso é bela, por isso mostra a cada momento, que Deus existe.
Hoje, sei que viver é não ter expectativas e nem exigências.
Apenas crer que o seu destino está traçado, por mais que você tente não acreditar.
Chego a sábia conclusão de que os esforços na vida acontecem  e são válidos tão somente na vida material.
Daí porque estudamos, perseguimos uma carreira próspera e buscamos a estabilidade financeira.
Para o espírito, no entanto, esses mesmos esforços não são profícuos, só vindo às suas mãos aquilo que realmente é seu.
Acho que por isso, a vida surpreende.
A mim, nesse momento, está mostrando essa grande verdade.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2011)

Fonte da imagem:tweeteirostricolores.w...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

E o inesperado acontece...

Sabe aquele desejo latente que você mesma se nega a admitir que tem?
Pois é, às vezes, nosso orgulho nos impede de sentir coisas, mesmo banais, que ressaltem esse desejo.
Mas, como vida é verdade, chega lá um momento que, mesmo tardio, tende a por as tais coisas, o seu desejo latente, no lugar.
E aí, você se vê como uma adolescente de novo.
Mais uma vez, esquece o mundo...
Mais uma vez, o peito pulsa de dor, de expectativa...
Mais uma vez, a vida surge azul...
E por isso é bela, por isso renova, por isso traz mais vida!

(Adir Vieira - 19/04/11)

Fonte da imagem:espacomoda.com

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ela, só ela !


Hoje o dia é de nostalgia, de saudade. Todos os dias cumpro a mesma rotina. Ao levantar, depois de beijar meu amor ao meu lado, levanto-me da cama, passo pela mesinha de cabeceira e lá está ela me olhando…Pego seu retrato, beijo-o, dando-lhe o bom dia e peço pelo dia de hoje, que me dê momentos bons ou que mantenha os que já tenho, que proteja a todos nós, sempre.Sua foto no porta-retratos lhe confere todos os poderes que eu lhe dei na vida – o de deusa maior, única, imponente, perfeita, cheia de razões para falar ou calar – e por isso, lá está ela ao lado dos meus santos protetores. Hoje, já não crendo tanto neles, tenho a absoluta certeza de que só ela está ao meu lado. É a ela que peço, é com ela que reclamo, é por ela que choro, é nela que creio.Vejo seu sorriso pequeno, humilde mesmo, com vergonha de se mostrar. Penso agora no momento em que ela – tão sensível – adquiriu aquela postura rígida, militar…Penso também que não tinha o hábito de chorar, nem de rir…Acho que minha personalidade palhaça nasceu com o desejo de fazê-la rolar de rir junto conosco. No entanto, por mais que eu me aperfeiçoasse, não consegui meu intento. Conseguia apenas irritá-la e fazê-la se mostrar aborrecida.Lembro de alguns momentos em que fez aflorar seu sentimento, mas o máximo que conseguia era ficar ruborizada diante de nós.Não era do seu feitio acariciar-nos, não aprendeu assim. Mas como nos amava! Sei que nos ama até hoje, lá de onde está. Sinto isso agora muito mais forte. Afinal, trago-a, arrasto-a para mim nos momentos que quero e preciso. Eu apenas a chamo e ela vem. Sento-a a meu lado para ouvir-me várias vezes por dia. Inexplicavelmente, tenho-a muito mais presente agora, tão distante e tão perto.Assim está sendo hoje. Com o dia dedicado apenas a ela.Um dia para valorizar seu amor a nós. Suas renúncias. Sua total dedicação.Só ela – minha mãe.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)


Fonte da imagem: ima1000.blogs.sapo.pt

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O aniversário do meu amor


Hoje é o aniversário do meu amor.
Juntos, todo esse tempo, fico impressionada com a sua alegria, com a sua expectativa dos acontecimentos, dos presentes, como se criança fosse.
Meu amor é assim, genuíno, verdadeiro, fiel aos seus sentimentos, sejam eles pueris – como o que se acerca dele nesses dias – ou rígidos, como a sua formação.
Ele é assim, não anda nos meios. Se ama o faz com todo o fervor, com toda a vontade, não admitindo divisões, nem tampouco concessões que não sejam só para ele, exclusivamente para ele.
Se trabalha, o faz com afinco e generosidade, exercitando toda a sua criatividade e exigindo de si o máximo de perfeição.
Seja de que forma se posicione na vida, nela estarão sempre presentes os melhores sentimentos e a organização.
Para mim, uma de suas maiores qualidades é a verdade com que enfrenta a vida.
É daqueles que fala na lata, não ilude, dando segurança a qualquer um nos seus diálogos.
Hoje, seu aniversário, é um dia super importante para mim, porque também o é para ele e me sinto privilegiada de ser a sua mulher, a sua mulher amada em todos os sentidos.
Por isso, deixo aqui essa mensagem:
-meu amor,que você sempre, seja esse ser único, especial, seguro, vivendo a vida, como deve ser vivida – com alegria e felicidade -Te amo muito, pelo que você faz com a minha vida, pulsando-a vinte e quatro horas com amor.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)


Fonte da imagem: somefuria2.wordpress.com

sábado, 27 de agosto de 2011

Traição


Sou eu que traio meus pensamentos não os deixando fluir da forma que vêm, sem qualquer censura, ou são os meus pensamentos que, na ânsia de me mostrar diferente do que sou,são formatados por minha mente, à maneira dos outros e, com isso, me traem?É a dúvida que assola minha vida, fazendo de mim uma eterna traidora.Traidora dos meus desejos, pois não os realizo na medida dos meus anseios,traidora dos meus projetos por perceber que pouco dependem de mim e sim dos outros,traidora do abraço fraterno que não consigo dar para não ser mal interpretada,traidora das palavras de carinho que não consigo dizer a um desconhecido,traidora, enfim, de tudo o que de mais belo existe em mim e que não posso externar,por culpa da própria vida.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - maio/2009)

Fonte da imagem:aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O bloco


Estamos no Carnaval.Assumo minha raça africana e vejo-me saltitando feliz no bloco de sujos.Foi o primeiro que passou na rua onde moro, no subúrbio. Devia ter aproximadamente umas quinhentas pessoas. Diferentes umas das outras mas, inexplicavelmente, integradas no sentimento. A atitude geral é única e visa, exclusivamente, jogar para fora emoções reprimidas e alegrias do momento.Ali não existe médico, professor, estudante ou mendigo. Todos querem cantar e pular e eu me junto aos demais, sem sentir.Todos se sorriem, se afagam e se cumprimentam como se fossem amigos de outrora.Reparo, naquele momento, que já percorri duas ou três quadras com o grupo e, extasiada, vejo-me ensaiando passos de porta-bandeira, quando um dos integrantes junta-se a mim para compor o par, usando como estandarte a vassoura do gari.Graças a minha ingenuidade, minhas roupas são comuns, aquelas usadas para ir à padaria à tardinha e quando meu lado inconsciente avisa-me de onde estou, posso desviar-me do bloco pela lateral e retornar a casa, comportadamente, como se em algumas horas eu não tivesse viajado à lua.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)

Fonte da imagem:funcab.org

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sonhando com o Copacabana Palace


Há pessoas, na vida, tão tranqüilas que são, que nos enchem de paz e nos fazem sentir absolutamente seguras em sua companhia.É aquele jeito de que tudo está bom.Tudo é perfeito e transformável ao seu belprazer. Parece que o mundo conspira a favor, dispondo tudo ao redor de uma forma magnificamente feliz.Ao chegar na casa dessas pessoas você já sente a boa receptividade no ar. Alguma coisa é nova, e aí você sente que mora mal, tamanha a claridade, a entrada de ar e o sol. Ah! O Sol!Sem exagero, no verão, na sala, se você passar no corpo desnudo um filtro solar ou um bronzeador, vai pegar a cor ideal vendo TV. A sala é ampla e tem dois ambientes, meu sonho de consumo. A decoração de todos os cômodos é alegre como os seus donos e suas paredes são ornadas com quadros multicoloridos, produzidos por uma das moradoras. Ainda na sala temos, a nossa disposição, TV/DVD/som, sem que tenhamos que pular cadeiras para chegar às tomadas.O janelão, razão de eu nomear a casa de Copacabana Palace, deixa à mostra todo o bairro e nos torna, dentro da casa, uma extensão dele, além de nos fazer visualizar, sem esforço, as moradias de, no mínimo, três pessoas conhecidas. Ah! Se eu tenho um binóculo! Garanto que os três, sem saber, estariam participando do meu “Big Brother”.Esse mesmo janelão, à noitinha, empurra para dentro o vento, aquele que me lembra as regiões praianas - seguro, suave e constante - que vem para nos refazer do dia e para ordenar nossos pensamentos inúmeros, quando em contato com seres como os donos da casa. Não sei se a proximidade com a casa de entes queridos ou sei-lá-o-quê, essa casa traz uma calmaria inconfundível.A cozinha, prática e sem as frescuras da época atual, e a variedade de pratos já preparados para a nossa chegada, faz com que nos sintamos em um apart-hotel. Sabe aquela coisa de abrir o frigobar e escolher o que comer na hora que quiser?Banho, sono? Nunca em horários predeterminados, só depois de cumpridas as conversas intermináveis, a ponto de nos deixar sugar aprendizados dos mais variados estilos, surgidos nos longos bate-papos.O estranho é que não há, para fortificar o prazer, praia próxima, danceterias, bares da moda, nem restaurantes aprazíveis. Todo esse glamour está dentro da própria casa. Só o que há e enche o ambiente é a presença e a luz dos donos do local, pessoas felizes e designadas para fazer o bem.Com poucas pessoas assim, no dia-a-dia, tive o prazer e a glória de conviver, mas confesso que um grande vazio se instala em nós, quando deixamos o local, na hora da separação.Foi o que eu mais senti na minha volta para casa, depois de passar quatro dias em perfeito estado “zen”..

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)


Fonte da imagem:barraleme.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sexta-feira, 13 !


Hoje, ao virar o calendário, deparei-me com a data – sexta-feira, 13.De pronto, veio à minha mente posicionamentos remotos em relação ao dia que, segundo sempre se soube, anunciava momentos ruins.Lembro de uma das minhas irmãs, a cada início de ano, checar o calendário anual e verificar se trazia alguma sexta-feira 13. Lembro também que, sempre próximo a essa data, chamava nossa atenção com prognósticos aterrorizantes sobre esse dia fatídico.Hoje, creio que bem mais madura, isso não mais me afeta, mas, de súbito, como se eu não pudesse contestar, noto que minha postura em relação ao dia vai assumindo, sem que eu perceba, conotações de alerta.Temo iniciar qualquer tarefa prazerosa intuindo que não dará certo.Vejo-me andando de um lado para o outro, sem nada fazer, com medo mesmo de enveredar-me por armadilhas silenciosas enviadas pelo ar.Vejo-me calada, com aquele temor específico de que qualquer som por mim emitido possa traduzir-se em discussão ou mal-entendido.Vejo-me em constante alerta e precavendo-me de qualquer ato desabonador à paz.Meus temores, imaginados esquecidos, tomam força maior ao constatar que além de sexta-feira 13, ainda é dia de lua cheia, o que assinala maiores expectativas negativas.Penso de repente que tudo caminha de acordo com minhas lembranças e tento estabelecer metas reais para o meu dia.Constato, no entanto, que apesar de todos os esforços não consigo dar termo a essa apreensão velada, a essa negatividade firmada em recordações infundadas de muito tempo atrás.Enfim, que a sexta-feira 13 se vá e eu possa voltar a viver sem esses medos.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)

Fonte da imagem:umaboapostadepescada.blogspot.com

sábado, 20 de agosto de 2011

Cassinha


Candura ela tem demais

Amor então, nem se fala.

Simplória nos atos,

Sempre arrecada carinhos…

Inventa situações e

Não descarta opiniões,

Hoje, ontem, amanhã

Assim será esse anjinho.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - abril/2009)


Fonte da imagem:brasilescola.com

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Minha saudade

Já lá se vão dois meses e minha saudade não me acalma. Ainda dói demais, ainda me modifica, ainda me dilacera, me mostrando um lado meu que não quero conhecer. Aquele lado da revolta, da incompreensão, da falta de amor.
Com a vida tão mudada e irreconhecível, penso que não estou vivendo minha vida. Vivo onde e como os que estão à minha volta determinam e sugerem. Não sei se tudo isso faz parte do caminho, mas posso afirmar que é terrível.
Não importa se muitas pessoas me rodeiam. Com ou sem elas, sou absolutamente só. Meu pedaço, minha alegria, sumiu de repente, deixando-me assim... como não quero me ver.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 09/08/11)
Fonte da imagem: reflexoes.net

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Minha saudade aumenta a cada dia.

Ontem fez um mês da partida do meu amor.Naquele dia de eterna saudade, onde quis estar com o pensamento exclusivamente nele, senti-me triste e abandonada, ao mesmo tempo em que agradeci a Deus pela graça de tê-lo comigo nesses vinte e dois anos de felicidade.
Dói sua ausência, pela intensidade do seu viver. Dói sua ausência, pela forma como sem eu perceber, ele conduzia a rotina tão nossa. Dói sua ausência, sobretudo pelo vazio que deixou em minha alma.
Mas a realidade, a minha realidade agora, me machuca devagar, me dilacera aos poucos, exatamente pela grandeza de sua presença ao meu lado.
Sei que tenho muito a agradecer. Sei que muito poucas mulheres conheceram o amor inteiro, como eu...
Mas, a cada dia que passa, minha saudade aumenta, parece que minha dor é maior.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 06/07/11)
Fonte da imagem:fotolog.com

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dia cinzento...

Meu amor,
Hoje o dia está cinzento, como o meu coração sem você.
Usando as tintas da sua alma, lembrando de suas palavras, sempre otimistas, estou tentando colorir os meus dias. Confesso que sem sucesso.
Não por falta de esforço, de tentativas, mas porque sua ausência dói mesmo.
Viver sem você, não é viver. É quase vegetar,  é ouvir o mundo e escutar você.
Parece teimosia, me agarrar ao que minha inteligência se nega a fazer, mas é quase impossível viver diferente.
Quanta falta você me faz, meu amor...
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 04/07/11)
Fonte da imagem:porcimadovento.blogspot.com

sexta-feira, 1 de julho de 2011

TOCANDO A VIDA...

Meu amor,
Estou tocando a vida. Embora sinta que nada mais vai me fazer feliz, estou empurrando a vida. Como um bebê aprendendo a engatinhar, estou tendo que aprender a viver sem você ao meu lado, à força.
É tão doído, que às vezes penso que vou sucumbir.
Vagueio pela casa e de repente, todos os meus gostos, ficaram sem sabor.
As pessoas dizem que é natural, que isso se dá porque estou de luto, mas não consigo acreditar.
Não consigo dissociar você de mim. Não consigo caminhar sem você.
De repente, emburreci, fracassei.
Estou tocando a vida.
Rezando para melhorar, rezando para você me amparar, me mostrar a solução que não quero encontrar nesse vazio em que me encontro.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 01/07/11)
Fonte da imagem: comofazeronline.com

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mais um dia...

Hoje é mais um dia que eu tento voltar para nossa casa e lá permanecer até a noite. Não consigo ainda  me ver forte para dormir em nossa cama.
Apesar da grande ferida em meu peito, acho que estou conseguindo progressos. Como imagino  que você gostaria de me ver. Verdadeiramente estou me agarrando nisso, naquilo que penso ser sua vontade, até mesmo depois de sua partida, tentando agradar você.
Acho e você sempre me disse isso, que você não gostaria de me ver longe das nossas coisas, daí que encheu minha vida de tantas lembranças...
Hoje, nesse vigésimo quinto dia sem você, eu já consigo lavar minhas roupas (e como é triste não encontrar peças suas para estender), já consigo fazer minha comida (que procuro diferenciar daquela que cozinhava para você) e enfim, já consigo usar o computador para falar com você...
Não sei se a grande saudade vai me fazer retroceder. Peço a Deus com todas as forças para que eu siga em frente.
E, sobretudo, meu amor, peço a você que me ampare.
Esteja com Deus, onde você estiver.
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 30/06/11)

terça-feira, 28 de junho de 2011

E agora, o que fazer?

Meu amor,
Hoje é o vigésimo segundo dia sem você.
Você foi embora. Não quero me ater às razões que te levaram de mim, mas só sei que estou terrivelmente só.
Por mais que eu me cerque de gente, por mais que todos queiram me consolar e mudar o meu estado de espírito, estou sem paz, sem rumo e sobretudo, sem razão para viver.
Nossa casa não é mais o nosso ninho e sim, um espaço comum, quase estranho para mim.
Suas gavetas agora vazias, seus pertences mais íntimos agora em outro lugar, longe dos meus olhos, me lembram que você não está mais aqui.
Sua voz antes tão presente no meu dia a dia, hoje, ausente de mim, me persegue onde quer que eu vá e onde quer que eu esteja, principalmente nas noites vazias que eu passo acordada à sua procura.
Minha rotina, antes tão cheia de tarefas, num piscar de olhos e sem qualquer aviso, tornou-se isenta da mínima atividade e do mínimo atropelo.
Estou verdadeiramente ociosa.
Como entender e reencontrar meus vários projetos, se todos se baseavam em você e nas suas coisas?
Como determinar o que fazer sem sua opinião, sem suas idéias, sem seu aconselhamento?
Como não querer seus carinhos, como sequer me imaginar sem eles?
Como percorrer nossa casa e me certificar de que você não virá?
Como dissociar de mim seu físico, suas mãos, seu companheirismo, seu amor por mim?
Perdi você e com você, perdi meu mundo, meu porto seguro, minha alegria e minhas vontades. 
Nada à minha volta, faz sentido sem você.
Sinto-me sem mim, sem minhas crenças, sem um enorme pedaço.
Não sei o que fazer e sinto que preciso fazer algo urgentemente.
A cada dia que passa desço mais um degrau no abismo em que me encontro.
Muitas pessoas querem me ajudar e até tentam fazê-lo. Pena que passeios, divertimentos, conversas, ainda pioram esse caos dentro de mim.
Às vezes, quero crer que já chorei tudo o que precisava para esgotar a dor de não ter você. Mas, que nada... As lágrimas, mais e mais, surgem em avalanche, na minha angústia.
Quero rezar, pedir forças a Deus, mas sinto que nesse momento Ele me negou tudo.
Sinto falta do meu prato, da minha caneca, da minha cama, do meu banheiro, enfim, de tudo o que compartilhava com você.
Tudo está lá, no mesmo lugar, mas com um gosto amargo do vazio, da dor.
O escurecer, antes com ares de romantismo, hoje assumiu cores negras para mim. Traz o medo, o abandono, a solidão, traz o nada.
Meu amor, por que você teve que ir embora?
Tantos foram os sinais e eu me neguei a acreditar. Me neguei a encarar uma possível perda.
Acreditava realmente que você seria eterno para mim.
E agora, o que fazer?
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 27/06/11)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais um dia sem você

Hoje, mais um dia sem você. Não quero ser chorosa, não quero me lamentar...Mas é tão difícil, amor...
Tão difícil ver nossa casa, nossas coisas, lembrar da nossa maneira de ser.
Fico pensando onde você está. Fico sonhando que você esteja me vendo, me acompanhando com seus cuidados e sobretudo, vendo minha grande dor.
Tento me ocupar, mas o dia ficou enorme e as noites intermináveis sem você.
Não sei o que vai ser de mim, não sei se a dor vai passar ou mesmo diminuir...
Só tenho certeza de que é tremendamente difícil estar sem você.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Paz


Certamente não foi a paz que eu pedi.

Certamente não foi a paz que eu sonhei para hoje.

Planejei todos os detalhes para desfrutá-la sem máculas, daí não consigo entender o ocorrido.

No meu projeto pensei artimanhas, pesei minhas manhas, curti os pré-caminhos, vasculhei os escaninhos da mente e sem querer ser persistente, avaliei sem medidas todas as entrelinhas. Imaginei eu, somente eu e nada mais, num ambiente tranqüilo, de inteira paz.

Natureza ao redor, mas nem um bichinho sequer para fazer ruídos incompreensíveis.

Isolei de mim tudo o que me lembrasse o corre-corre da rotina diária.

Queria a paz do campo, a paz das flores, dos arbustos empertigados na sua imponência… queria prender-me aos patos nadando no córrego, quando do silêncio me cansasse; queria comer fruta direto do pé; queria, enfim, quase a irresponsabilidade ambulante sem tempo, sem vinculações… No entanto, em meio a esses pensamentos, descubro-me, de repente, dentro do carro, na estrada, a caminho da minha vida sem paz.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva -junho/2009)

Fonte da imagem: pensamentosdobem.blogspot.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como é bom ser verdadeiro!



Receber em casa, é sempre bom. Sobretudo para mim, que adoro um aconchego.
Porém, quando isso vai ocorrer pela primeira vez, com amigos de longa data que, devido a um afastamento natural da vida, voltamos a rever após vários anos, antecipo-me com preocupações do tipo do que servir, como instalá-los durante a visita, etc...
Estresso-me internamente até o momento crucial da chegada, depois, relaxo e vivo a ocasião, pronta a encarar com naturalidade o que acontecer. Nos primeiros minutos, no entanto, apresso-me a observar suas reações.
Mas ontem, tudo ocorreu com tanta verdade entre nós, que o que seria uma rápida visita, se alongou, graças a Deus, por várias horas com grande satisfação para nós todos.
É assim a vida, quando as pessoas deixam de lado o fútil, o social e doam-se de alma aberta à vida.
Como foi bom, ontem!

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 31/05/11)
Fonte da imagem: barriguita29.blogspot.com