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terça-feira, 7 de junho de 2011

Paz


Certamente não foi a paz que eu pedi.

Certamente não foi a paz que eu sonhei para hoje.

Planejei todos os detalhes para desfrutá-la sem máculas, daí não consigo entender o ocorrido.

No meu projeto pensei artimanhas, pesei minhas manhas, curti os pré-caminhos, vasculhei os escaninhos da mente e sem querer ser persistente, avaliei sem medidas todas as entrelinhas. Imaginei eu, somente eu e nada mais, num ambiente tranqüilo, de inteira paz.

Natureza ao redor, mas nem um bichinho sequer para fazer ruídos incompreensíveis.

Isolei de mim tudo o que me lembrasse o corre-corre da rotina diária.

Queria a paz do campo, a paz das flores, dos arbustos empertigados na sua imponência… queria prender-me aos patos nadando no córrego, quando do silêncio me cansasse; queria comer fruta direto do pé; queria, enfim, quase a irresponsabilidade ambulante sem tempo, sem vinculações… No entanto, em meio a esses pensamentos, descubro-me, de repente, dentro do carro, na estrada, a caminho da minha vida sem paz.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva -junho/2009)

Fonte da imagem: pensamentosdobem.blogspot.com

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