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domingo, 17 de outubro de 2010

O horário de verão


Os pássaros cantam ao meu redor e eu não moro em áreas verdejantes. O sol surge de súbito e eu ainda não acordei. Sei, como todo ano, que meu metabolismo se nega a crer que entramos no horário de verão.
Todo ano a mesma rotina. Meu marido a percorrer os cômodos e gavetas e acertar dentro do novo horário, todos os relógios da casa. E olha que são muitos, pois eu simplesmente amo relógios. Penso que já deveria existir, como nos computadores, uma forma de acertá-los nessa modalidade, automaticamente.
O novo horário, no primeiro dia, me pinça da cama, embora seja fim de semana e eu não tenha a obrigatoriedade de ir à luta.
Levanto-me sem querer e uma nuvem espessa se move diante de meus olhos, pesados. Dormi muito bem toda a noite, mas o ar fica diferente. Parece que a natureza se rebela, negando-se como eu, a modificar nossas rotinas e o estipulado como noite e dia, como Deus criou.
Todos já sabemos que com os dias mais longos, mais cansados ficaremos, fazendo com que essa pequena uma hora, transforme nosso ânimo como se tivéssemos batalhado cinco ou seis.
Em compensação, podemos programar divertimentos ao ar livre, com maior satisfação.
Enfim, quando estivermos, corpo e mente, já entrosados e habituados nessa nova rotina, teremos que retornar à forma inicial e mais uma vez, vai se cumprir esse desconforto.
(Adir Vieira - 17/10/10)
Fonte da imagem:eugeniasantacruz.blogspot.com

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