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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Parece que estou vivendo uma olimpíada doméstica. Com sono ou sem sono, todos os dias às seis da manhã, o relógio falante do meu celular me avisa que eu tenho que levantar para medicar meu marido ainda convalescente. Levanto-me feito autômata e ao abrir a porta do quarto o ar abafado dos outros cômodos sem ar-condicionado , parece me esbofetear tamanha a força da diferença de clima.
Corro até a cozinha e tateando, encontro a caixa de remédios, quando um sininho me alerta para ficar esperta e não medicar erradamente a criaturinha que ainda repousa nos braços de Morfeu.
Deito novamente enfim e tento conciliar o sono, mas como, se a tal pilulazinha age como uma bomba-relógio a acordar a mente do meu marido?
E ele fala, fala, fala ...
Decido então iniciar a primeira tarefa do dia, após minha higiene pessoal.
Ao mesmo tempo, ligo cafeteira, microondas e torradeira para propiciar um café quentinho e no ponto. Sinto que ainda estou sonolenta quando a faca corta o pão e meu dedo. Aí lá se vai o café quentinho, porque o sangue jorra e só estanca após o curativo feito analiticamente pelo meu marido.
Enfim, consigo requentar o café, mas ao levar a xícara à boca, o telefone insiste em tocar anunciando que algo importante vem a caminho.
E lá se vai meu café!
(Adir Vieira -21/12/10)
Fonte da imagem:omeusantuario.blogspot.com

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