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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O verbo amar (J.G. de Araujo Jorge)


Odeio aquelas almas onde encontro escrita
uma história que um outro antes de mim viveu...
Dentro de um grande amor, o amor-próprio se irrita
encontrando um romance que não seja o seu ...
Quero uma alma que seja inteiramente pura,
simples, e onde não haja escrita uma só linha,
onde possa ir deixar um poema de ventura
aquela que procuro e que há de ser só minha...
Quero um amor de egoísta todo meu, inteiro,
que não traga um vestígio de afeição sequer...
- se para ele eu não for o seu sonho primeiro
desde já renuncio a outro lugar qualquer...
Somente assim desejo e quero ser amado
e um grande amor somente assim posso sentir...
- hei de ser seu presente... hei de ser seu passado
e a esperança feliz que doure o seu porvir...
Para um perfeito ideal... para encher a minha vida
ser toda a minha crença em meu viver de ateu,
não quero a alma que foi por outro amor possuída
nem quero aquele amor que um dia não foi meu!
Quero o amor em botão... fechado, pequenino,
e ao calor do meu beijo há de florir então,
- para ser a razão do meu próprio destino
e a grandeza imortal da minha inspiração!...
Fonte da imagem:anjinhoecompanhia.blogs.sapo.pt

Um comentário:

  1. Nos nossos sonhos queremos o melhor, o mais puro e o mais verdadeiro.
    Um amor assim será uma dádiva e um presente dos Céus.
    Ficará gravado na nossa memória o nosso primeiro beijo e aquele olhar onde nos encontramos e nos desejamos.
    Momentos nossos de cada dia.

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