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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A CASA (Olavo Bilac)


Vê como as aves tem, debaixo d'asa,
O filho implume, no calor do ninho!...
Deves amar, criança, a tua casa!
Ama o calor do maternal carinho!
Dentro da casa em que nasceste és tudo...
Como tudo é feliz, no fim do dia,
Quando voltas das aulas e do estudo!
Volta, quando tu voltas, a alegria!
Aqui deves entrar como num templo,
Com a alma pura, e o coração sem susto:
Aqui recebes da Virtude o exemplo,
Aqui aprendes a ser meigo e justo.
Ama esta casa! Pede a Deus que a guarde,
Pede a Deus que a proteja eternamente!
Porque talvez, em lágrimas, mais tarde,
Te vejas, triste, desta casa ausente...
E, já homem, já velho e fatigado,
Te lembras da casa que perdeste,
E hás de chorar, lembrando o teu passado...
- Ama, criança, a casa em que nasceste!

Fonte da imagem:euvcejesus.blogspot.com

5 comentários:

  1. Lindo poema!
    Cada vez que o leio me passa diferente a mensagem dos valores da criança. Grande Olavo Bilac!
    Bjs de luz.
    Goretti

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  2. a vida de infância que a ela só damos valores quando a retornamos a ela através de nossos filhos. salve o grande poeta OLAVO BILAC.

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  3. Leiam, se puderem, a poesia de mesmo título de Vinícius de Moraes e se deliciam na literariedade que ele apresenta, sem nenhuma intenção doutrinária como a de Bilac.

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  4. Poema bem organizado esteticamente, mas incapaz de despertar o interesse das crianças, justamente por tratar-se de um ensinamento de valores, um poema com objetivo de doutrinar, passar valores. Realmente, neste caso, Vinicius de Moraes apresenta um jogo om as palavras, tornando-o muito mais interessante na visão dos pequenos.

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