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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cadê meu sono?


A noite de domingo após o término do "Fantástico", me marcou para sempre. Hoje tive essa certeza.
Há tempos, se eu parar para me observar, sou capaz de sentir aquele mesmo desalento de quem sabia que o final de semana era "finito".
Sinto aquela mesma sensação de desconforto de quem sonolento ou não, sabe que no dia seguinte às 06 horas da manhã, deverá estar de pé e perfeitamente acordado.
Mas como pode isso, se não tenho mais esse dever?
Hoje reparei que só por pensar a respeito, perdi o sono. Meu sono é assim - engata a primeira e vai...
Se não consigo dormir logo, rolo e rolo na cama e por fim, após várias tentativas, recolho-me a outro canto da casa e vou ler ou ficar como agora, escrevendo esse post.
A madrugada me assusta com a sua calmaria. Parece que ninguém sequer respira. Um ruido ou outro, ao longe, de um cachorro que late ou alguém que tosse. Barulho de carro não se escuta, a não ser de um ou outro que aciona o portão automático e tranca o motor com cuidado.
Felizmente meu marido dorme a sono solto, seu soninho de criança... e não se deu conta de que eu pulei da cama.
Sei que o sono não virá a não ser lá pelas cinco horas da manhã, quando o cansaço me vencer. Até amanhã...
(Adir Vieira - 06/09/10)
Fonte da imagem: osdezmais.com

Um comentário:

  1. A nossa idade dá-nos destas madrugadas.
    Já me acontece há algum tempo. Quando começo a rebolar-me muito tomo esta opção e passo aqui o tempo a ler ou a escrever.
    Não me parece que o silêncio assuste. Acho-o tão acolhedor que até ouço as minhas próprias ideias.

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