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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O que foi não volta



Ontem, revolvi lembranças em minha mente.

Estive mais uma vez diante de fatos passados, lembranças vívidas em meu coração. É sempre assim quando eu volto aquela casa. A casa onde passei desde a infância, muitos e muitos anos. Ali, envolta na família, aprendi, cresci, sofri e me alegrei. Sobretudo entendi o significado mais completo do amor. Amor pelos entes queridos, pelo cerco familiar, pela grande dependência que desde então, saberíamos ter por toda a vida, uns com os outros.

Hoje, lá não mais existem objetos meus, mas olhando aquelas paredes agora, vazias, reponho em poucos segundos o meu quarto, meus pertences e vejo como num passe de mágica, as pessoas, como se lá ainda estivessem . As conversas que ressurgem, atropelam-se umas com as outras, como a me lembrar que já não estou lá.

Ao mesmo tempo que a paz me aquieta, um aperto no coração, sinaliza a angústia e aquela falta latente, não sei se dos familiares que já se foram ou se da própria vida em plenitude.

Estranho e tão sabido esse sentimento dilacerador de que a vida é isso. Um tempo que não depende de nós.

E haja coragem para reconhecer fielmente essa afirmação.

Fonte da imagem: mteresabr.wordpress.com

Um comentário:

  1. Difícil resistir à tv, difícil resistir à passagem do tempo, às lebranças...
    Mas que sejam belas quando virem!
    Abç, grato sempre pelas visitas, pela gentileza e pela benevolência com este impenitente escrevinhador...
    Abç,
    Adh

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