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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Abandonados por nós mesmos



Abandonados estamos de nós mesmos.Quantos de nós ainda nos olhamos com aqueles olhos benevolentes da descoberta? Quantos de nós, tomamos conta do nosso corpo, dos nossos pensamentos...Quantos de nós nos dedicamos a nós mesmos, como pessoa, única e exclusivamente.Não sei se por medo de ir fundo nas descobertas talvez desagradáveis que compõem até o ser mais preparado, ou mesmo se por desleixo por se considerar já pronto ou apenas, por ter que cuidar da sobrevivência.

O que sei é que o abandono de nós mesmos já se dá desde muito cedo quando abrimos mão de nossos mais ínfimos desejos em prol de outros, seja da sociedade que nos rodeia ou da própria família que nos exige cada dia mais concessões.

Estou aqui na janela do meu quarto e acabo de levantar. Em frente a minha janela, o pátio de garagem do prédio vizinho. São apenas seis horas da manhã, mas dois meninos gêmeos de apenas sete anos, acompanham e são puxados pela mãe para o carro e mostram visivelmente que preferiam estar na cama sonhando sonhos azuis.

A mãe ao mesmo tempo que os força a entrar no carro com uma das mãos, com a outra penteia freneticamente os cabelos.

Dois tipos de abandono- o da mãe por si mesma em fazer valer sua sobrevivência e o dos meninos em deixar pra trás seus primeiros desejos de dormir e sonhar. Fonte da imagem: labellalunagracastilho.blog

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