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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Trocando forças


Essa noite, simplesmente apaguei. Sabia que isso ia acontecer. Afinal, ninguém resiste a tantas noites sem dormir.
Antes de deitar pensei em atar minhas mãos às dele, para que a qualquer movimento dele para deixar o leito e ter o perigo de cair, eu despertasse e estivesse pronta a ajudá-lo.
Disse-me ele que eu levantei tres vezes a noite para conduzi-lo ao banheiro, mas confesso que não lembro de nada.
O toque do celular me chamando para a hora do remédio, às 6.00 horas da manhã,foi a única realidade que eu conheci desde ontem às 22.00 horas.
Ficamos deitados conversando até a hora do café, às 07.00 horas e sinto suas dúvidas, imensas, como tudo nele. Procura explicações para o seu mal e friza que sempre fez tudo direitinho, que sempre seguiu as recomendações médicas após o infarto e, por isso, não entende o porque da atual situação.
Sinto pela primeira vez que sua força e crença fogem por entre seus dedos. Sinto-o inseguro e com muito medo.
Estou triste e sozinha, porque ele é a minha força e o impulso que eu preciso para viver.
(Adir Vieira - 09/11/10)
Fonte da imagem:mpvida.wordpress.com

Um comentário:

  1. Essa insegurança vai passar logo que vocês perceberem que está tudo bem como antes.
    Afinal, se a vida trouxe o problema quando vocês menos esperavam, de que vale a preocupação?
    Continuem com os cuidados de antes e com as mesmas esperanças de sempre. O Jorge ainda vai contar muitas histórias novas no blog dele e você vai ter o estímulo da presença dele por muito tempo ainda. Relaxem e aproveitem o retorno em paz. Beijos.

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