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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nossa separação


Hoje, se o destino não quisesse diferente, completaríamos vinte e dois anos juntos, depois do nosso grande reencontro, em 08 de junho de 1989.
Mas, infelizmente, apenas após dez dias do nosso casamento, ele partiu.
Partiu, de repente, sem me avisar, sem me preparar, nesse momento tão importante para nós dois. Acho mesmo que sua grande emoção ao realizar seu sonho maior, o matou, o levou de mim.
Estranho, muito estranho isso. Ontem enterrar seu corpo tão amado e hoje celebrar sozinha esses belíssimos vinte e dois anos.
Estou perdida, sem coragem de enfrentar a solidão, apesar de todo o apoio de familiares e amigos.
Estou sem ele, meu rumo, meu amor, minha realização.
Sei que ele está bem onde está. Sei que ele se esforçou muito, para partir depois de cumprir o seu sonho e o meu. Mas isso não me consola.
Ficar sem seus abraços, sem seus beijos, sem suas palavras de amor, sem sua criatividade, sem sua inteligência, sem sua brandura eterna e, principalmente sem sua voz nos meus ouvidos, me maltrata muito.
Estou de luto, estou imensamente triste.
Que Deus te abençoe, meu amor e até um dia...
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 08/06/2011)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Paz


Certamente não foi a paz que eu pedi.

Certamente não foi a paz que eu sonhei para hoje.

Planejei todos os detalhes para desfrutá-la sem máculas, daí não consigo entender o ocorrido.

No meu projeto pensei artimanhas, pesei minhas manhas, curti os pré-caminhos, vasculhei os escaninhos da mente e sem querer ser persistente, avaliei sem medidas todas as entrelinhas. Imaginei eu, somente eu e nada mais, num ambiente tranqüilo, de inteira paz.

Natureza ao redor, mas nem um bichinho sequer para fazer ruídos incompreensíveis.

Isolei de mim tudo o que me lembrasse o corre-corre da rotina diária.

Queria a paz do campo, a paz das flores, dos arbustos empertigados na sua imponência… queria prender-me aos patos nadando no córrego, quando do silêncio me cansasse; queria comer fruta direto do pé; queria, enfim, quase a irresponsabilidade ambulante sem tempo, sem vinculações… No entanto, em meio a esses pensamentos, descubro-me, de repente, dentro do carro, na estrada, a caminho da minha vida sem paz.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva -junho/2009)

Fonte da imagem: pensamentosdobem.blogspot.com

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como é bom ser verdadeiro!



Receber em casa, é sempre bom. Sobretudo para mim, que adoro um aconchego.
Porém, quando isso vai ocorrer pela primeira vez, com amigos de longa data que, devido a um afastamento natural da vida, voltamos a rever após vários anos, antecipo-me com preocupações do tipo do que servir, como instalá-los durante a visita, etc...
Estresso-me internamente até o momento crucial da chegada, depois, relaxo e vivo a ocasião, pronta a encarar com naturalidade o que acontecer. Nos primeiros minutos, no entanto, apresso-me a observar suas reações.
Mas ontem, tudo ocorreu com tanta verdade entre nós, que o que seria uma rápida visita, se alongou, graças a Deus, por várias horas com grande satisfação para nós todos.
É assim a vida, quando as pessoas deixam de lado o fútil, o social e doam-se de alma aberta à vida.
Como foi bom, ontem!

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 31/05/11)
Fonte da imagem: barriguita29.blogspot.com

domingo, 5 de junho de 2011

Eram tempos de flor


Eram tempos de flor aqueles em que o riso era meu companheiro de todas as horas...

Eram tempos de flor aqueles em que eu vivia a vida sem compromissos, sem rótulos, sem ter que fazer de mim o espelho exato do apêndice adquirido ao longo da vida...

Eram tempos de flor aqueles em que nada havia além de mim, pousando zombeteira em todos os palcos, responsável unicamente por mim mesma e por meus atos de alegria...

Eram tempos de flor aqueles em que a vida cheia para ser vivida mostrava a mim as verdadeiras nuances do prazer e do progresso...

Eram tempos de flor, em que o mínimo era tudo e só o amor dançava seus vários compassos, transformando a espera em sonho.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva -maio/2009)


Fonte da imagem: refoista.blogspot.com

sábado, 4 de junho de 2011

Minha alma


Minha alma, cheia de você,vê em tudo motivo de sorrir.

Minha alma, vazia de você,se irrita, se enerva, se dilacera em questões sem solução.

Como pode minha alma lúcida, firme, racional,depender de você, de suas essências, de suas verdades,se é ela, minha alma, quem decide apreender ou expulsar o que você lhe concede?Como pode minha alma, à mercê dos seus encantos,traçar meus caminhos na alegria do ser?.

(Adir Machado Vieira Queiroz da Sila - junho/2011)
Fonte da imagem: escolhas.blog.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um dia especial


Ontem, foi um dia especial.
Sabe aqueles dias em que você deixa de pensar nos outros para só visualizar você mesmo e seu âmago?
Dias assim são raros, mas acontecem.
Ontem acordei com o ímpeto de cuidar de mim! E como foi bom!
Como toda mulher que se preza, a maior das benfeitorias que você pode se fazer é ir até um salão de cabeleireiro – aparar os cabelos, revitalizar o corte, mudar a cor dos esmaltes de pés e mãos e para concluir, uma boa limpeza de pele.
Nada, nada mesmo, concordo com as mais fúteis, para deixar você bem enquadrada na vida atual.
De repente, anos caem por terra no seu semblante.
Você rejuvenesce por dentro e por fora.
Como uma repaginada no visual não exclui de meus planos roupas e sapatos novos, decido ir ao shopping, mesmo que seja só para observar as novas tendências. Sigo em direção a minha loja preferida e constato depois de meia hora, por lá, que já estou de posse de três sacolas, haja vista que minha nova performance clamava por roupas de acordo.
Mas a alegria de quem amanhece com esse estado de espírito não termina aí.
É importante rechear a alma com o supérfluo, mesmo que seja só para usufruir de uma satisfação momentânea.
Com essa meta em mente, vou seguindo leve e solta pelo shopping.
Observo as pessoas em volta e noto-as, quase todas, ocupadas e preocupadas em correr. Parece-me que estão atrasadas, talvez trabalhando e suas feições contritas, exigem imediatismos que destoam por completo da minha forma de ser naquele contexto, a de total contemplação.
Compro um saco de pipocas – aquele saco grande e decorado com pipoca mista, leite condensado e amendoim – imenso, como a minha sensação de liberdade.
Vou caminhando e percebo que algumas pessoas se detém em mim. Talvez alguma coisa no meu visual ou mesmo na forma de carregar as sacolas que, a essa altura da minha satisfação, esvoaçam como eu, ao caminhar.
Não me perturbo e sigo minha caminhada. Passo por uma livraria e decido entrar. Logo ali, onde eu vinha contendo há meses, despesas não prioritárias...Deparo com aquele lançamento de dezembro do ano passado, ainda não lido, sorrindo para mim. Imagino-me poderosa e entre uma pipoca e outra, peço a vendedora que separe não só ele, mas mais dois outros livros que me chamaram a atenção.
Ainda extasiada com minha ousadia, ao sabor das pipocas, já parada no Caixa, sou chamada a razão pela atendente que me pergunta - seca e irritantemente – pela forma de pagamento.


(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - junho/2009)

Fonte da imagem: emilene02.blogspot.com

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vamos começar a mudar, agora!

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.


"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Fonte: Internet