Hoje, se o destino não quisesse diferente, completaríamos vinte e dois anos juntos, depois do nosso grande reencontro, em 08 de junho de 1989.
Mas, infelizmente, apenas após dez dias do nosso casamento, ele partiu.
Partiu, de repente, sem me avisar, sem me preparar, nesse momento tão importante para nós dois. Acho mesmo que sua grande emoção ao realizar seu sonho maior, o matou, o levou de mim.
Estranho, muito estranho isso. Ontem enterrar seu corpo tão amado e hoje celebrar sozinha esses belíssimos vinte e dois anos.
Estou perdida, sem coragem de enfrentar a solidão, apesar de todo o apoio de familiares e amigos.
Estou sem ele, meu rumo, meu amor, minha realização.
Sei que ele está bem onde está. Sei que ele se esforçou muito, para partir depois de cumprir o seu sonho e o meu. Mas isso não me consola.
Ficar sem seus abraços, sem seus beijos, sem suas palavras de amor, sem sua criatividade, sem sua inteligência, sem sua brandura eterna e, principalmente sem sua voz nos meus ouvidos, me maltrata muito.
Estou de luto, estou imensamente triste.
Que Deus te abençoe, meu amor e até um dia...
(Adir Machado Vieira Queiroz da Silva - 08/06/2011)









