Quantos estão lendo agora...

Lendo e ouvindo...


Bem Vindo


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Será verdade ?


Impressionante como as casas seguem as características de seus moradores...
Como pode, um ser inanimado, atrair para si, moradores idênticos?
Já há algum tempo, observo isso e penso a respeito.
Desde o primeiro morador, parece que a casa assume, sem pedir, aquele que deixará habitar o seu espaço. Façam como eu fiz e depois me digam se estou certa ou errada.
Pensamos que ao sermos atraidos para uma nova moradia, somos nós que determinamos a nossa escolha. No entanto, ledo engano.
Confesso que quase escrevi uma tese a respeito. Minhas considerações sobre isso, iniciaram na observação de um apartamento a ser alugado no meu prédio, que, coincidentemente, se situava ao lado do meu. Lembro que quando, depois de três anos de convivência, vi seus pertences saindo pelo elevador, dei graças a Deus e enquanto o proprietário buscava um novo locatário, reinou a paz nos corredores. Ruidosos como eram, bagunceiros como eram, sabíamos de dentro de nossa casa, seus horários de entrada ou saída ou mesmo a lixeira infestada, nos dizia se fizeram comida ou encomendaram uma pizza gigante a obstruir o local do lixo.
Confirmando a minha tese, os próximos moradores, exatamente cinco até o momento, praticam os mesmos atos, como se tivessem aprendido juntos as más regras de convivência.
Foi a partir daí, que comecei a observar as redondezas e lamentavelmente, para minha surpresa, cheguei a conclusão de que é a casa, suas paredes inanimadas, que atribuem essa necessidade inválida, ao novo morador.
E, quanto a mim, cercada pelos quatro quantos, de pessoas com hábitos totalmente diferentes dos meus, firmo-me num pensamento único e solitário de , imediatamente, procurar uma nova moradia, porque hoje, estou certa de que se algum deles sair do meu convívio, outro virá com as mesmas características. Enfim, vamos a luta, nesse mundo globalizado para pior !
Fonte da imagem: hobbylagos.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Luvas, pra que te quero?



Abro uma de minhas gavetas. Aquela que guarda as relíquias, como cartões de amigos, santinhos, grampos de cabelo com strass, enfim, pequenas miudezas que só vem à tona, uma ou duas vezes por ano, em época de faxina geral. Sem querer, dou de cara com um par de luvas brancas de renda vazada, com um botãozinho de pérola próprio para o abotoamento no pulso.
Num piscar de olhos, volto no tempo e vejo-me ao vivo e a cores, com nove anos de idade, no teatrinho da escola pública. Meus cabelos encaracolados e compridos, faziam uma moldura para o rosto rosado e redondo. Eu representava uma daminha e entrava num salão finamente decorado, dirigindo-me a uma senhora à moda antiga, sentada num divã e dizia: - boa noite Dona Gertrudes. Essas eram as únicas palavras ditas por mim e como levei tempo para decorá-lo no tom desejado pela instrutora.
Lembro-me dos dias anteriores ao espetáculo e revejo minha mãe preocupada em arranjar vestido, chapéu e as tais luvas. Vejo-me experimentando o traje e ensaiando todas as tardes na mesa da cozinha. Num piscar de olhos vejo mãe,pai e irmãos menores na platéia do pequeno teatro, com os olhos fixos na cortina e do sorriso nervoso quando terminei minha apresentação.
E aí eu pergunto, luvas pra que te quero? Ao tempo em que respondo – para no futuro, lembrar novamente desse doce momento da minha vida.
Fonte da imagem: artedekor.nireblog.com

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meu aniversário !


Hoje, acordei sacudida por beijos e abraços...

Hoje, acordei com olhos faiscando de estrelas...

Hoje, com meu coração em festa...

Preciso cantar parabéns!

Parabéns por estar viva,no sentido amplo, pleno,

Parabéns por ter consciência da felicidade ao redor...

Parabéns pelo entusiasmo que ainda mora em mim...

Parabéns por ter sorrisos ainda dançando em meu rosto...

Parabéns por ter verdade e usá-la qual vaidade...

E ainda mais que tudo,por ter um amor como o meu,assim...

Fonte da imagem: jobpamelaotero...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Minha doceira preferida



Tudo nela cheirava a doce, a açucar.

Por anos a fio, os caramelados, os grandes bolos ornamentados que só ela sabe fazer, povoaram nossas festinhas domésticas e as grandes festas, os casamentos da família, as formaturas, os bailes de quinze anos.

Talvez a proximidade do meu aniversário a trouxe de volta na minha memória.

Conheci essa senhora, quando ainda trabalhava e minha sobrinha, hoje com vinte e oito anos, ia completar um aninho de idade. Ela era famosa no bairro por suas "quentinhas", fornecidas ao gosto do cliente, aos inúmeros trabalhadores das fábricas ao redor de sua residência. Orgulhava-se em dizer que com aquele trabalho, tinha formado um filho em medicina.

Tudo nela era doce, agradável. Sua "fábrica" era a própria residência. Um pequeno apartamento de dois quartos, sala e cozinha, no terceiro andar de um prédio de classe média, sem elevador. Na sala, as mesas, viviam abarrotadas de caixas com os doces caramelados prontos para entrega, ou então, com um bolo grande, confeitado no desejo do cliente. Fazia como ninguém, bolos infantis ou de casamentos, com o mesmo bom gosto. Tinha prazer em exibir seu "book", como se ainda precisasse fazer novos clientes. Quem comesse de sua comida, ou provasse um caramelado, jamais deixaria de pensar nela, para encomendas, quando alguma festividade fosse ocorrer.

Seus salgados desmanchavam na boca. Eram delicados, como ela, apesar dos seus noventa quilos.

Lembro que depois do falecimento de minha mãe, quando o nosso "quartel general" foi desfeito, deixei de manter contato. Nossa última encomenda foi há quatro anos atrás, quando uns quatrocentos docinhos caramelados, fizeram a alegria e o encantamento dos nossos convidados no aniversário do meu marido.

Hoje, ela me veio à cabeça, com seu sorriso feliz, próprio daqueles que asseguraram pelo próprio esforço, o maior êxito na vida.

Fonte da imagem: raquelraspante.blog...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A felicidade




O que é felicidade?
Juro, não sei responder...
Acho que é olhar os seus olhos
e dentro deles me ver...

Se com isso pareço gabola,

não vou me importar nem um pouco,

o que penso, o que sinto,

não é pro saber do povo.
O que importa, afirmo aqui,
é a forma como me vejo,
e se você disser sim,
caem estrelas em meu ombro.

Fonte da imagem: cadapessoaummundo...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As surpresas do dia


Ontem, o dia amanheceu morno, assim, com aquele ar parado, como se não tivesse sido programado inconscientemente, no dia anterior.
Embora as expectativas me levassem a crer que tudo correria de acordo com os compromissos já agendados, no meio do dia uma surpresa mudou meus planos, quase sem que eu percebesse.
Vi-a ali, deitadinha, com aquela carinha enigmática, talvez pensando se deveria ou não me dizer o que estava sentindo.
Já tínhamos todos almoçado e aguardávamos o horário de sair para a academia de ginástica, quando eu, ao estranhar seu comportamento quieto, tão diferente do habitual, indaguei sobre o que estava acontecendo.
Senti que ela temia me dizer que não estava bem para fazer aula de ginástica olímpica, pois já havia faltado a aula anterior, para brincar com as amigas na piscina do prédio.
À minha insistência, disse estar com dor abdominal. Pronto, aí entrei em desespero. É sempre assim. Não consigo conviver com mal-estar de criança. Macronizo meus pensamentos pessimistas e de súbito a vejo apática e sem a alegria tão espontânea. Acerquei-me dela, preocupada e aí, é ela que me deu lições com sua voz meiguinha e decidida querendo tranquilizar-me.
Esqueci-me do mundo para prestar atenção aos seus sintomas. Unimo-nos para que a dor não avançasse e acho que fui feliz nessa tarefa.
Pelo resto da tarde, jogamos, lemos e interpretamos os textos, assistimos um novo DVD e a "tal dor" sumiu, como apareceu.
Deixei de fazer minhas compras, coloquei em segunda ordem o que havia priorizado, mas valeu a pena sentir seus bracinhos em volta do meu pescoço, no abraço de agradecimento por eu ter esquecido de tudo e me dedicado somente a ela.
Fonte da imagem: adaobraga.wordpress.com

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Meu aniversário


Já passou o Natal, entrou o novo Ano, o ano redondo, como eu costumo dizer e sem que eu tenha tempo sequer para prepará-lo, já vem chegando o meu aniversário na próxima semana.
Não sei porque, ao contrário de quase todas as mulheres na idade madura, aguardo ansiosamente por este dia. Vibro e sou mais feliz nele, do que em qualquer outro. Sempre foi assim. Depois de casada, meu marido sempre teve o hábito de esperar a meia-noite do dia anterior, entretendo-me para que eu não dormisse, para garantir para ele, o primeiro beijo, o primeiro abraço de aniversário. Com uma família tão grande e todos guardando as vivências da infância, se ele fosse esperar o amanhecer, por certo já seria acordado com o telefonema de alguma irmã e assim, perderia a sua vez de ser o primeiro.
Lá em casa, em todos os aniversários, competíamos em ser a primeira a abraçar o aniversariante e levamos essa brincadeira pela vida afora.
Mas no dia do meu aniversário, me sinto eu mesma, com as minhas glórias, com a minha alegria, e, sobretudo, com o meu agradecimento a Deus, pela minha vida.
Vivo a semana anterior na preparação dos quitutes, na ornamentação da casa e sempre recebo muitos amigos e familiares, nem que seja, para dar um oi e ir embora. Lembro desse dia, felizmente, em todos os anos da minha vida, como um dia de muita vibração.
Sendo assim, que eu já comece hoje, a pensar em como será !
Fonte da imagem: ilove.terra.com.br