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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As surpresas do dia


Ontem, o dia amanheceu morno, assim, com aquele ar parado, como se não tivesse sido programado inconscientemente, no dia anterior.
Embora as expectativas me levassem a crer que tudo correria de acordo com os compromissos já agendados, no meio do dia uma surpresa mudou meus planos, quase sem que eu percebesse.
Vi-a ali, deitadinha, com aquela carinha enigmática, talvez pensando se deveria ou não me dizer o que estava sentindo.
Já tínhamos todos almoçado e aguardávamos o horário de sair para a academia de ginástica, quando eu, ao estranhar seu comportamento quieto, tão diferente do habitual, indaguei sobre o que estava acontecendo.
Senti que ela temia me dizer que não estava bem para fazer aula de ginástica olímpica, pois já havia faltado a aula anterior, para brincar com as amigas na piscina do prédio.
À minha insistência, disse estar com dor abdominal. Pronto, aí entrei em desespero. É sempre assim. Não consigo conviver com mal-estar de criança. Macronizo meus pensamentos pessimistas e de súbito a vejo apática e sem a alegria tão espontânea. Acerquei-me dela, preocupada e aí, é ela que me deu lições com sua voz meiguinha e decidida querendo tranquilizar-me.
Esqueci-me do mundo para prestar atenção aos seus sintomas. Unimo-nos para que a dor não avançasse e acho que fui feliz nessa tarefa.
Pelo resto da tarde, jogamos, lemos e interpretamos os textos, assistimos um novo DVD e a "tal dor" sumiu, como apareceu.
Deixei de fazer minhas compras, coloquei em segunda ordem o que havia priorizado, mas valeu a pena sentir seus bracinhos em volta do meu pescoço, no abraço de agradecimento por eu ter esquecido de tudo e me dedicado somente a ela.
Fonte da imagem: adaobraga.wordpress.com

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