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segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional das Mulheres...



Recebi este essa mensagem e não poderia deixar de dividi-la com meus amigos blogueiros:

" O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação,
mas que na verdade acredito que é ela quem me mantem...
Portanto por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha
" SALVEM AS MULHERES "!

Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos momentos dos exemplares que
ainda restam...
habitat...
mulher não deve ser mantida em cativeiro, se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula, perdem o seu d.n.a.! Voce jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a voce é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente
alimentação correta...
Ninguem vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de voce, vai pegar de outro. Beijos matinais e um "eu te amo" no café da manhã as mantem viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial...
flores
também fazem parte do seu cardápio - mulher que não recebe flores, murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade. Respeite a natureza. Voce não suporta t.p.m.? Case-se com um homem...mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação. Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso. Não tolha a sua vaidade. É da mulher, hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Só não incentive muito estes últimos pontos, ou voce criará um monstro consumista. Cérebro feminino não é um mito... Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino...por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo e algumas realmente o aposentaram!
Então, aguente mais essa, mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração...se voce se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que tem mais massa cinzenta do que voce...não fuja dessas. Aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres. Não confunda as subespécies....mãe é a mulher que amamentou voce e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida...não faça sombra sobre ela...se voce quiser ser um grande homem, tenha sempre uma mulher do seu lado e nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, voce vai pegar um bronzeado...porém, se ela estiver atras, voce vai levar um pé-na-bunda ( tem gente que já sentiu isso na pele)
aceite...
as mulheres também tem luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo!
Fonte da imagem: Internet

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Será verdade ?


Impressionante como as casas seguem as características de seus moradores...
Como pode, um ser inanimado, atrair para si, moradores idênticos?
Já há algum tempo, observo isso e penso a respeito.
Desde o primeiro morador, parece que a casa assume, sem pedir, aquele que deixará habitar o seu espaço. Façam como eu fiz e depois me digam se estou certa ou errada.
Pensamos que ao sermos atraidos para uma nova moradia, somos nós que determinamos a nossa escolha. No entanto, ledo engano.
Confesso que quase escrevi uma tese a respeito. Minhas considerações sobre isso, iniciaram na observação de um apartamento a ser alugado no meu prédio, que, coincidentemente, se situava ao lado do meu. Lembro que quando, depois de três anos de convivência, vi seus pertences saindo pelo elevador, dei graças a Deus e enquanto o proprietário buscava um novo locatário, reinou a paz nos corredores. Ruidosos como eram, bagunceiros como eram, sabíamos de dentro de nossa casa, seus horários de entrada ou saída ou mesmo a lixeira infestada, nos dizia se fizeram comida ou encomendaram uma pizza gigante a obstruir o local do lixo.
Confirmando a minha tese, os próximos moradores, exatamente cinco até o momento, praticam os mesmos atos, como se tivessem aprendido juntos as más regras de convivência.
Foi a partir daí, que comecei a observar as redondezas e lamentavelmente, para minha surpresa, cheguei a conclusão de que é a casa, suas paredes inanimadas, que atribuem essa necessidade inválida, ao novo morador.
E, quanto a mim, cercada pelos quatro quantos, de pessoas com hábitos totalmente diferentes dos meus, firmo-me num pensamento único e solitário de , imediatamente, procurar uma nova moradia, porque hoje, estou certa de que se algum deles sair do meu convívio, outro virá com as mesmas características. Enfim, vamos a luta, nesse mundo globalizado para pior !
Fonte da imagem: hobbylagos.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Luvas, pra que te quero?



Abro uma de minhas gavetas. Aquela que guarda as relíquias, como cartões de amigos, santinhos, grampos de cabelo com strass, enfim, pequenas miudezas que só vem à tona, uma ou duas vezes por ano, em época de faxina geral. Sem querer, dou de cara com um par de luvas brancas de renda vazada, com um botãozinho de pérola próprio para o abotoamento no pulso.
Num piscar de olhos, volto no tempo e vejo-me ao vivo e a cores, com nove anos de idade, no teatrinho da escola pública. Meus cabelos encaracolados e compridos, faziam uma moldura para o rosto rosado e redondo. Eu representava uma daminha e entrava num salão finamente decorado, dirigindo-me a uma senhora à moda antiga, sentada num divã e dizia: - boa noite Dona Gertrudes. Essas eram as únicas palavras ditas por mim e como levei tempo para decorá-lo no tom desejado pela instrutora.
Lembro-me dos dias anteriores ao espetáculo e revejo minha mãe preocupada em arranjar vestido, chapéu e as tais luvas. Vejo-me experimentando o traje e ensaiando todas as tardes na mesa da cozinha. Num piscar de olhos vejo mãe,pai e irmãos menores na platéia do pequeno teatro, com os olhos fixos na cortina e do sorriso nervoso quando terminei minha apresentação.
E aí eu pergunto, luvas pra que te quero? Ao tempo em que respondo – para no futuro, lembrar novamente desse doce momento da minha vida.
Fonte da imagem: artedekor.nireblog.com

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meu aniversário !


Hoje, acordei sacudida por beijos e abraços...

Hoje, acordei com olhos faiscando de estrelas...

Hoje, com meu coração em festa...

Preciso cantar parabéns!

Parabéns por estar viva,no sentido amplo, pleno,

Parabéns por ter consciência da felicidade ao redor...

Parabéns pelo entusiasmo que ainda mora em mim...

Parabéns por ter sorrisos ainda dançando em meu rosto...

Parabéns por ter verdade e usá-la qual vaidade...

E ainda mais que tudo,por ter um amor como o meu,assim...

Fonte da imagem: jobpamelaotero...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Minha doceira preferida



Tudo nela cheirava a doce, a açucar.

Por anos a fio, os caramelados, os grandes bolos ornamentados que só ela sabe fazer, povoaram nossas festinhas domésticas e as grandes festas, os casamentos da família, as formaturas, os bailes de quinze anos.

Talvez a proximidade do meu aniversário a trouxe de volta na minha memória.

Conheci essa senhora, quando ainda trabalhava e minha sobrinha, hoje com vinte e oito anos, ia completar um aninho de idade. Ela era famosa no bairro por suas "quentinhas", fornecidas ao gosto do cliente, aos inúmeros trabalhadores das fábricas ao redor de sua residência. Orgulhava-se em dizer que com aquele trabalho, tinha formado um filho em medicina.

Tudo nela era doce, agradável. Sua "fábrica" era a própria residência. Um pequeno apartamento de dois quartos, sala e cozinha, no terceiro andar de um prédio de classe média, sem elevador. Na sala, as mesas, viviam abarrotadas de caixas com os doces caramelados prontos para entrega, ou então, com um bolo grande, confeitado no desejo do cliente. Fazia como ninguém, bolos infantis ou de casamentos, com o mesmo bom gosto. Tinha prazer em exibir seu "book", como se ainda precisasse fazer novos clientes. Quem comesse de sua comida, ou provasse um caramelado, jamais deixaria de pensar nela, para encomendas, quando alguma festividade fosse ocorrer.

Seus salgados desmanchavam na boca. Eram delicados, como ela, apesar dos seus noventa quilos.

Lembro que depois do falecimento de minha mãe, quando o nosso "quartel general" foi desfeito, deixei de manter contato. Nossa última encomenda foi há quatro anos atrás, quando uns quatrocentos docinhos caramelados, fizeram a alegria e o encantamento dos nossos convidados no aniversário do meu marido.

Hoje, ela me veio à cabeça, com seu sorriso feliz, próprio daqueles que asseguraram pelo próprio esforço, o maior êxito na vida.

Fonte da imagem: raquelraspante.blog...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A felicidade




O que é felicidade?
Juro, não sei responder...
Acho que é olhar os seus olhos
e dentro deles me ver...

Se com isso pareço gabola,

não vou me importar nem um pouco,

o que penso, o que sinto,

não é pro saber do povo.
O que importa, afirmo aqui,
é a forma como me vejo,
e se você disser sim,
caem estrelas em meu ombro.

Fonte da imagem: cadapessoaummundo...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As surpresas do dia


Ontem, o dia amanheceu morno, assim, com aquele ar parado, como se não tivesse sido programado inconscientemente, no dia anterior.
Embora as expectativas me levassem a crer que tudo correria de acordo com os compromissos já agendados, no meio do dia uma surpresa mudou meus planos, quase sem que eu percebesse.
Vi-a ali, deitadinha, com aquela carinha enigmática, talvez pensando se deveria ou não me dizer o que estava sentindo.
Já tínhamos todos almoçado e aguardávamos o horário de sair para a academia de ginástica, quando eu, ao estranhar seu comportamento quieto, tão diferente do habitual, indaguei sobre o que estava acontecendo.
Senti que ela temia me dizer que não estava bem para fazer aula de ginástica olímpica, pois já havia faltado a aula anterior, para brincar com as amigas na piscina do prédio.
À minha insistência, disse estar com dor abdominal. Pronto, aí entrei em desespero. É sempre assim. Não consigo conviver com mal-estar de criança. Macronizo meus pensamentos pessimistas e de súbito a vejo apática e sem a alegria tão espontânea. Acerquei-me dela, preocupada e aí, é ela que me deu lições com sua voz meiguinha e decidida querendo tranquilizar-me.
Esqueci-me do mundo para prestar atenção aos seus sintomas. Unimo-nos para que a dor não avançasse e acho que fui feliz nessa tarefa.
Pelo resto da tarde, jogamos, lemos e interpretamos os textos, assistimos um novo DVD e a "tal dor" sumiu, como apareceu.
Deixei de fazer minhas compras, coloquei em segunda ordem o que havia priorizado, mas valeu a pena sentir seus bracinhos em volta do meu pescoço, no abraço de agradecimento por eu ter esquecido de tudo e me dedicado somente a ela.
Fonte da imagem: adaobraga.wordpress.com