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terça-feira, 23 de março de 2010

De novo a Gripe Suína !


Amanheci, assistindo o telejornal matinal na TV.
Meu marido, ainda na cama, sabe que não me incomoda e ao despertar liga a TV para, como de hábito, saber das novas notícias.
Já há mais de mês, as notícias são as mesmas e concluo que a Gripe Suína, bateu o recorde.
Nem as notícias sobre a crise financeira, povoou tantos informes.
O pior é que informações concretas não temos. O que nos deixam conhecer são os passos de "ensaio e erro" da área de saúde, na obtenção de conclusões sobre o que é a tal gripe e como se manifesta.
Não estou sendo radical e pude agora mesmo confirmar essa minha conclusão, pois com um toque no controle remoto, vejo em outro canal de TV afirmações diversas da que estava ouvindo.
Pergunto-me onde ficam as pessoas que não tem acesso a meios mais elaborados de consulta, para se protegerem.
Imagino que os mais sensíveis, com tanto alarde sobre o fato - e é claro que o povo tem que ficar alerta - carreiam para si mesmos todos os sintomas. Alguns evidenciam que estão em perigo e assumem esse perigo dentro do seio familiar. O que fazer para não se impressionar? o que fazer para identificar corretamente os sintomas de uma gripe normal, tantas vezes já vivida?
No meio dessas minhas indagações, me percebo toda dolorida, com dificuldade para respirar e iniciando uma tosse seca...
Será impressão ou ela, a suína, já se instalou em mim?
Espero que não!
Fonte da imagem: infull.org

segunda-feira, 22 de março de 2010

Onde estão meus amigos do MSN?


Hoje, depois da vigésima tentativa, sem sucesso, de bater um papo com amigos e familiares, pergunto: - o que está havendo com o "MSN"?
Noto, há vários dias , nos diferentes momentos em que abro o programa, a ausência de meus amigos.
A cada frustração, insisto e é aí que eu quase passo o dia buscando alguém na linha. Nada !
Todos off-line!
Onde estarão? Será que migraram para o skype e não me avisaram?
Preciso investigar, mas como? se não estou tendo a oportunidade de encontrá-los ?
Fonte da imagem: capscapslocklock...

domingo, 21 de março de 2010

Que coisa, meu Deus !


Somos irmãos.
Não somos dados a atos explícitos de carinho, mas somos como um feixe de qualquer coisa, unidos, perfeitamente unidos, em cada fio.
Desde sempre, não nos permitimos a felicidade completa, se todos, absolutamente todos, não estiverem felizes. Não nos permitimos apreciar com sofreguidão uma boa mesa, sem pensar em cada um, com seus gostos peculiares, desfrutando-a também. Não nos permitimos viagens, passeios,festas, mas até o fazemos, com aquela “peninha” de que os outros ali não estão. A felicidade repleta, única, verdadeira, só nossa, não lembro nunca de vivê-la sem mentalmente desejar a presença dos demais. Para não dizer que sempre foi assim, lembro-me de que somente por ocasião do casamento, momento que por força das circunstâncias é único por natureza, desfrutei a felicidade sem limites.
Não consigo entender porque essa união abençoada, às vezes, “maldita”, faz com que sejamos responsáveis uns pela total felicidade dos outros.
É um eterno desassossego esse viver sem expectativas, ou melhor, na expectativa de que se o problema de um dos oito terminar, logo, logo, virá o do outro, para merecer nossa atenção.
Cultos e estudados, não conseguimos até hoje, nos desvencilhar desse redemoinho que nos faz em determinados momentos, querer jogar tudo pro’ alto e entregar cada um à própria sorte. Se o “problema” é doença então, aí é que nos sentimos os mais miseráveis dos seres. Mesmo os mais inteligentes e espiritualizados revestem-se de uma “casca negra”, sem encontrar razão para ser feliz. Se o “problema” termina, nos regozijamos e estamos prontos para viver, viver, viver...
O que fazer para mudar esse quadro, sobretudo num momento que nos faz visualizar cada vez mais, situações comuns e preocupantes devido a idade, etc... e tal ?

Fonte da imagem: franci-ellen.blogspot.com

sexta-feira, 19 de março de 2010

Lá vem o estresse...


As águas de março estão sendo fiéis ao tempo de calmaria que se anuncia logo após o final das férias e ao início das aulas.
A chuva constante parece querer dizer a todos que é tempo de organização. Tempo de colocar coisas internas e externas nos seus devidos lugares. A chuva parece querer chamar a atenção para tudo aquilo que deixamos para trás, na ânsia de viver o verão e as férias, freneticamente, cientes de que logo, logo, teríamos mais um ano cheio de trabalho e comprometimentos.
À falta de horários pré-determinados, seguem-se rotinas pré-estabelecidas e afoitas, em todos os sentidos.
O senso comum, totalmente arrolado entre si, faz com que todos, sem exceção, sigam pensamentos iguais, totalmente desconexos.
Nas escolas, todos os professores demonstram a mesma ânsia, na forma com que estabelecem, sem se preocupar com os alunos, testes e provas, todos ao mesmo tempo, fazendo com que os pobres, não tenham mais tempo, para comer ou dormir com tranquilidade.
Nas empresas, reuniões cansativas com várias diretorias, igualmente solicitam relatórios e mais relatórios, sem que empregados possam sequer analisar suas funções diante do mercado.
E é assim que, apenas em um mês, o famigerado mês de março, esvai com todas as energias boas, advindas de férias especiais.
Por que tem que ser assim ?
Fonte da imagem:leonor_cordeiro.blog...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um papo entre adolescentes velhos


Ontem estava eu aguardando minha vez para ser atendida no Banco e calmamente, como se fosse possível, estava de olhos e ouvidos atentos a tudo o que se passava a minha volta.
O Banco em que tenho conta oferece aos correntistas aposentados cadeiras confortáveis, ar condicionado e cafezinho até as 11.00 horas da manhã.
Todo esse conforto faz com que aqueles que esperam, enquanto o fazem, relaxem e não reclamem da morosidade com que os caixas e clientes idosos interagem.
Não demorou muito para que sentados atrás de mim, uma mulher de uns sessenta e poucos anos, com os cabelos mal pintados de um louro chamativo e trajando roupas joviais demais para sua idade, iniciasse uma conversa com um outro senhor, mais recatado à primeira vista.
A princípio, a conversa dos dois - ela falando num tom mais alto do que ele - discorria sobre banalidades, como temperatura do dia, má condição dos meios de transporte e etc..
Não tardou para que a tal mulher começasse a contar a própria vida para o senhor desconhecido, mesclando cada frase com um tom sofrido de mulher abandonada pelo marido há vinte e sete anos e com um filho que já adulto, não trabalha e lhe dá todas as dores de cabeça financeiras, as quais não pode arcar com sua parca aposentadoria de um salário mínimo.
O senhor rebatia suas queixas, com frases aprendidas com sua mãe, que lhe ensinara que na vida as preocupações não valem de nada e que devíamos aproveitar a vida para tratar do corpo e da mente com exercícios ao ar livre. Gabava-se de a cada manhã percorrer mais de cinco quilômetros aos setenta e um anos.
Seu otimismo não colocava por terra o pessimismo de sua interlocutora.
Achando hilário tal papo, firmei meus sentidos naquela conversa.
O que mais me chamou a atenção foi o fato de que a mulher, como a se oferecer para o tal senhor, já não mais ouvia o que ele dizia, só fazia repetir frases com uma constância doida.
Dizia ela, sem esperar resposta:
- todo dia digo para o meu filho: qualquer hora vou arranjar um coroa sacudido para me bancar!
- mas o senhor não parece ter setenta e um anos, estou bege com sua afirmação!
- sua pele é tão lisinha...
- onde o Sr mora? mora em casa ou apartamento? é grande? sua aposentadoria dá para o Sr. viver?
- o Sr. é viúvo ou solteiro?
- sabe que eu gostei do Sr?
Vi ali, comportamentos adolescentes, tanto de um como de outro e, confesso, fiquei com medo.
Será que quanto mais nos aproximamos do fim, mais estamos retornando a nossa infância?
Fonte da imagem: filthymac.apostos.com

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional das Mulheres...



Recebi este essa mensagem e não poderia deixar de dividi-la com meus amigos blogueiros:

" O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação,
mas que na verdade acredito que é ela quem me mantem...
Portanto por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha
" SALVEM AS MULHERES "!

Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos momentos dos exemplares que
ainda restam...
habitat...
mulher não deve ser mantida em cativeiro, se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula, perdem o seu d.n.a.! Voce jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a voce é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente
alimentação correta...
Ninguem vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de voce, vai pegar de outro. Beijos matinais e um "eu te amo" no café da manhã as mantem viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial...
flores
também fazem parte do seu cardápio - mulher que não recebe flores, murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade. Respeite a natureza. Voce não suporta t.p.m.? Case-se com um homem...mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação. Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso. Não tolha a sua vaidade. É da mulher, hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Só não incentive muito estes últimos pontos, ou voce criará um monstro consumista. Cérebro feminino não é um mito... Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino...por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo e algumas realmente o aposentaram!
Então, aguente mais essa, mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração...se voce se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que tem mais massa cinzenta do que voce...não fuja dessas. Aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres. Não confunda as subespécies....mãe é a mulher que amamentou voce e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida...não faça sombra sobre ela...se voce quiser ser um grande homem, tenha sempre uma mulher do seu lado e nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, voce vai pegar um bronzeado...porém, se ela estiver atras, voce vai levar um pé-na-bunda ( tem gente que já sentiu isso na pele)
aceite...
as mulheres também tem luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo!
Fonte da imagem: Internet

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Será verdade ?


Impressionante como as casas seguem as características de seus moradores...
Como pode, um ser inanimado, atrair para si, moradores idênticos?
Já há algum tempo, observo isso e penso a respeito.
Desde o primeiro morador, parece que a casa assume, sem pedir, aquele que deixará habitar o seu espaço. Façam como eu fiz e depois me digam se estou certa ou errada.
Pensamos que ao sermos atraidos para uma nova moradia, somos nós que determinamos a nossa escolha. No entanto, ledo engano.
Confesso que quase escrevi uma tese a respeito. Minhas considerações sobre isso, iniciaram na observação de um apartamento a ser alugado no meu prédio, que, coincidentemente, se situava ao lado do meu. Lembro que quando, depois de três anos de convivência, vi seus pertences saindo pelo elevador, dei graças a Deus e enquanto o proprietário buscava um novo locatário, reinou a paz nos corredores. Ruidosos como eram, bagunceiros como eram, sabíamos de dentro de nossa casa, seus horários de entrada ou saída ou mesmo a lixeira infestada, nos dizia se fizeram comida ou encomendaram uma pizza gigante a obstruir o local do lixo.
Confirmando a minha tese, os próximos moradores, exatamente cinco até o momento, praticam os mesmos atos, como se tivessem aprendido juntos as más regras de convivência.
Foi a partir daí, que comecei a observar as redondezas e lamentavelmente, para minha surpresa, cheguei a conclusão de que é a casa, suas paredes inanimadas, que atribuem essa necessidade inválida, ao novo morador.
E, quanto a mim, cercada pelos quatro quantos, de pessoas com hábitos totalmente diferentes dos meus, firmo-me num pensamento único e solitário de , imediatamente, procurar uma nova moradia, porque hoje, estou certa de que se algum deles sair do meu convívio, outro virá com as mesmas características. Enfim, vamos a luta, nesse mundo globalizado para pior !
Fonte da imagem: hobbylagos.com