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Bem Vindo


domingo, 18 de abril de 2010

Auras entrelaçadas


Somos dois seres vindos ao mundo em tempos diferentes. Eu, já em idade avançada, ela iniciando o caminho, com três anos, apenas. Algo em nossas almas diz do conhecimento de outrora. Ao encontrar-me ela me reconhece e, se a ignoro, cobra minha presença e exige que minha voz solta no ar lhe prenda a atenção. Gosto de surpreendê-la com questões que desconhece para vê-la falar do que já sei. Às vezes, ela mesma não compreende essa atração e finge querer me excluir. Aceito sua vontade, mas ela não resiste e em poucos minutos lá está a me procurar, como que para preencher o pedaço de sua alma ainda vazio e carente. Os olhos e sorrisos são de almas iguais no mesmo espaço e tanto eu como ela temos a certeza de que, entrelaçadas, nossas auras por muito tempo ainda viverão.
Fonte da imagem: www.1lovespirit.com

sábado, 17 de abril de 2010

O exibicionismo, hoje tão presente em todas as atividades


Meu novo "point" duas vezes por semana, é uma grande Academia de Ginástica.
Ali, às terças e quintas, durante uma hora, observo o comportamento humano.
Não estou ali para me exercitar, embora confesso, até precisasse fazê-lo, mas sim, para levar minha sobrinha a aula de ginástica artística.
Naquele imenso salão, grandes áreas acolchoadas, delimitam espaços reservados para ginástica artística e ginástica olímpica. Camas elásticas, cavalos, barras e cordas suspensas, decoram o ambiente e se prestam para várias atividades, com o fim de treinar as crianças de três a quatorze anos para competições ou iniciá-las num esporte saudável para suas vidas, onde aprenderão disciplina, educação, auto-controle e, sobretudo, a exercitar o corpo.
Meu "point" é a Academia mais cara do shopping e, de cara, percebe-se que os frequentadores tem hábitos dignos daqueles que não precisam se preocupar com dinheiro. Vê-se que as mamães que ali aguardam por seus filhos, portam celulares de última geração, e trazem em mãos chaves de veículos sofisticados. Desde seus trajes, até sua forma de falar, primam pela exibição.
Nas minhas divagações, fico buscando explicações para essas posturas, mesmo hoje, quando as várias formas de financiamento, aproximam ricos de pobres nos seus gostos de consumo.
Prosseguindo nas minhas costumeiras observações - mal de psicólogo -, atenho-me às crianças.
O comportamento é o mesmo em todas, ou em quase todas. Na aula de ginástica olímpica, as crianças de três ou quatro anos, mas parecem mini-moças, com seus corpinhos de barbie, completamente delineados, talvez um desejo das próprias mães para si mesmas. Em todas, sem exceção, o exibicionismo é a palavra de lei. No falar ou nos trejeitos, deixam claro, sua prepotência, tão grande, em seres tão pequeninos. Outra palavra de lei é competição.
Detenho-me agora a uma das professoras de ginástica olímpica - uma menina de uns vinte anos que, com certeza, ainda não sabe nem o que é vida -que, ali, graças a força que lhe dão, reina absoluta , naquilo que julga ser primordial para aquele tipo de ensino.
Um dos princípios do esporte é propiciar o auto-controle, o equilíbrio, a educação, etc... mas, a professora com seus gritos histéricos, amedronta as crianças e irrita-as ainda mais, desenvolvendo desejos de vingança contra os equipamentos e contra ela mesma, a quem em alguns momentos até desafiam sob o olhar inerte das mães na platéia.
Dali da assistência e percebendo as mães imóveis ou com máquinas digitais em punho, a registrar momentos que, com certeza serão exibidos em casa para pais ou avós, revolto-me internamente com a sua impotência diante de tanta aberração.
Atenho-me ao espaço onde minha sobrinha está recebendo aula e fico ali de fora, pronta, para o ataque. Graças a Deus, o pai a colocou num esporte mais suave, embora exigindo força e sua professora já tenha alguns anos de estrada o que, com certeza, já a fez corrigir esse grande mal da humanidade, o exibicionismo.
Fonte da imagem: programabemviver.blogspot.com

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A ocasião especial de Joana


Joana era uma garota de dezessete anos de idade. Tinha pele morena e grandes olhos castanhos amendoados. Era de uma família de classe média, composta por ela, pai, mãe e tres irmãos menores.
Tudo, materialmente, era difícil naquela família. Coisas inesperadas como ter que mudar de residência a cada seis meses, sem razão aparente, aconteciam com frequência. A cada novo gasto, a renda familiar diminuia e impossibilitava Joana de possuir alguns apetrechos necessários à sua vaidade de moça. Seus sonhos eram sempre povoados dos seus desejos materiais - roupas novas, bijuterias, sapatos vistos nas vitrines das grandes lojas, etc...
Mas, o que mais prendia sua atenção naquela época, era uma camisola rendada, composta com um robe branco de cetim. Ali, dentro daquela vestimenta, Joana se imaginava como uma estrela famosa das telas de cinema. Falava desse seu desejo para todo mundo, inclusive para sua mãe que, costureira que era, estava disposta até a confeccionar um para Joana. De pronto, ela sempre negava, certa de que sua mãe não iria alcançar, na plenitude, o conjunto tal qual imaginava.
Um dia, um telefonema anunciou a chegada em sua casa de uma parenta mais abastada da família da mãe. Questionada sobre com o que poderia presentear seus filhos, a mãe nem pestanejou e repetiu à prima, com pingos e letras, o desejo de Joana.
O dia da visita se apresentou e Joana não cabia em si de contentamento, quando abriu o presente e inexplicavelmente constatou que fazia jus ao seu sonho de tanto tempo.
Aquela caixa enorme foi reverenciada, sem sequer ser aberta, por três longos anos, buscando uma ocasião especial até a data do seu casamento, escolhida para a estréia do presente.
Qual não foi a surpresa de Joana ao experimentar a camisola e perceber que não era tão bonita quanto pensava e que devido a sua mudança de corpo, apertava demais na altura do rendado.
Joana então lamentou não ter dado vazão ao seu sonho e estreado a camisola e o robe no dia em que ganhou.

Aprendeu que se assim tivesse feito, por certo teria vívida em sua memória a lembrança de um momento realmente especial.

"Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial. "

Essa citação de Regina Brett (90 anos) me lembra essa história ocorrida com uma amiga, quando ainda éramos adolescentes.


Fonte da imagem:
aliceprina.wordpress.com

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mãos


No século XV, numa pequena aldeia perto de Nuremberga, vivia a família Durer com vários filhos.
Para ter pão na mesa para todos, o pai trabalhava cerca de18 horas diárias nas minas de carvão,
e em qualquer outra coisa que se apresentasse.
Dois dos seus filhos tinham um sonho:
Serem pintores
Mas sabiam que o pai jamais poderia mandar algum deles para a Academia de Pintura.
Depois de muitas noites de conversas e troca de ideias, os dois irmãos chegaram a um acordo.
Atirariam uma moeda ao ar e o que perdesse trabalharia nas minas para pagar os estudos ao que ganhasse. Quando terminasse o curso, o vencedor pagaria os estudos ao outro com a venda de suas obras. Assim, os dois irmãos poderiam ser artistas.
Lançaram a moeda ao ar num domingo
ao sair da Igreja.
Quis a sorte que fosse Albrecht a ganhar e
assim foi estudar pintura em Nuremberga.
O outro irmão, Albert, começou o perigoso trabalho nas minas, onde permaneceu nos quatro anos seguintes para pagar os estudos de Albrecht, que desde a primeira hora fez sensação na Academia.
As gravuras de Albrecht, os seus entalhados e os seus óleos chegaram a ser muito melhores que os de muitos dos seus professores. Quando se formou, já ganhava consideráveis somas com a venda das suas obras.
Quando o jovem artista regressou à sua aldeia, a família Dürer reuniu-se para uma ceia festiva em sua homenagem.
Ao finalizar a memorável festa, Albrecht levantou-se e propôs um brinde ao seu irmão Albert que tanto se
havia sacrificado, trabalhando nas minas para que o seu sonho de estudar se tornasse realidade.
E disse: "Agora, meu irmão, chegou a tua vez.
Agora podes ir para Nuremberga e realizar os teus sonhos, que eu me encarregarei de todos os teus gastos".
Todos os olhos se voltaram, cheios de expectativa, para Albert. Este, com o rosto lavado em lágrimas, levantou-se e disse suavemente:
"Não irmão, não posso ir para Nuremberga.
É muito tarde para mim.
Estes quatro anos de trabalho nas minas destruíram-me as mãos.
Cada osso dos meus dedos já partiu pelo menos uma vez, e a artrite da minha mão direita tem avançado tanto que até tenho dificuldade em levantar o copo para o teu brinde.
Não poderia trabalhar com delicadas linhas, com o compasso ou com o pergaminho e não poderia manejar a pena nem o pincel. Não irmão, para mim já é tarde.
Mas estou feliz por as minhas mãos disformes terem servido para que as tuas agora tenham cumprido o seu sonho".
Mais de 450 anos decorreram desde esse dia.
Hoje as gravuras, óleos, aguarelas, entalhes e demais obras de Albrecht Dürer podem ser vistos em muitos museus de todo o mundo.
Mas seguramente vocês, como a maioria das pessoas, só se recordam de uma obra.
Talvez alguns tenham até uma reproduçao em casa.
Para render homenagem ao sacrifício de seu irmão, Albrecht Dürer desenhou as mãos maltratadas de seu irmão, com as palmas unidas e os dedos apontando ao céu.
Chamou a esta poderosa obra simplesmente "Mãos", mas o mundo inteiro abriu de imediato o coração à sua obra de arte e alterou o nome da obra para:
"Mãos que oram".
Na próxima vez em que vires uma cópia desta obra, olha-a bem.
E, oxalá te sirva, para que, quando te sentires demasiado orgulhoso do que fazes, e muito seguro de ti mesmo,
recordes que na vida
¡ ninguém nunca triunfa sòzinho!


Dürer,
Nacionalidade: Alemã
Nuremberg (1471) - (1528)
Estilo: Pintura Flamenga

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lições de vida, por Regina Brett (90 anos)


45 LIÇÕES QUE A VIDA ME ENSINOU

“Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais requisitada que eu escrevi.
Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:
1.A vida não é justa, mas ainda é boa...
2.Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3.A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4.Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão.
Mantenha contato.
5.Pague suas faturas de cartão de crédito todo o mês.
6.Você não tem que vencer todo o argumento.
Concorde para discordar.
7.Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8.Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9.Poupe para a aposentadoria começando com o seu primeiro salário.
10.Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11.Sele a paz com seu passado para que ele não estrague o seu presente.
12.Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13.Não compare a sua vida com a dos outros.Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14.Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15.Tudo pode mudar num piscar de olhos: não se preocupe, Deus nunca pisca.
16.Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17.Se desfaça de tudo o que não é útil, bonito e prazeiroso.
18.O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19.Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20.Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21.Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22.Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré...
23.Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24.O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25.Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26.Encare cada “chamado desastre” com essas palavras: Em cinco anos vai importar?
27.Sempre escolha a vida.
28.Perdoe tudo de todos.
29.O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30.O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31.Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32.Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33.Acredite em milagres.
34.Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
35.Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36.Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37.Seus filhos só tem uma infância.
38.Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39.Vá para a rua todos os dias. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40.Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo o mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41.Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42.O melhor está por vir.
43.Não importa como você se sinta, levante, se vista, e apareça.
44.Produza.
45.A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!”

Escrito por Regina Brett, 90 anos...

Fonte da imagem:i-deia.blogspot.com


terça-feira, 13 de abril de 2010

Sobre a Vírgula


Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Fonte da imagem:uniblog.com.br

domingo, 11 de abril de 2010

Vídeos

Visitem o blog http://minhavidaemvdeo.blogspot.com/

Entrou uma série de vídeos novos !