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sábado, 24 de julho de 2010

Meu passeio à Ilha de Paquetá


Deixando a casa, preferi tomar um táxi por ser mais confortável e não precisar me preocupar com o estacionamento para o carro.Subi as escadas do viaduto da Praça XV com toda a elegância e descontração, observando as pessoas que, como eu, iriam fazer o trajeto.Comprei o ingresso para o Catamarães com facilidade, pois não sendo final de semana, mesmo em época de férias, tudo fica tranqüilo. Não esperei muito pela barca, deu tempo de ir ao banheiro e de tomar um refrigerante. Aprecio tudo nesses passeios pela Baía de Guanabara. Até a loja de souvenires ganha um aspecto diferente aos meus olhos.A barca, imensa, chega imponente e seu apito, avisando a chegada, é como música ritmada com minha expectativa. Entro e logo vou à proa – tenho mania de me fotografar na frente, ao vento, com os cabelos em desalinho. Já lá dentro, escolho o lugar para sentar-me e acomodo minha pequena bagagem no banco ao lado. Tenciono lá permanecer apenas por umas quatro horas, razão pela qual dispus-me a trazer apenas um leve casaco e lenços de papel especiais para suportar a coriza que a aproximação do mar me provoca. Observo os vendedores ambulantes que várias vezes ao dia fazem o mesmo trajeto. Do vendedor de sorvetes e biscoitos ao de bijuterias, todos percorrem automaticamente o início e o fim da barca, em busca de compradores que diminuam o peso de suas bagagens, revertendo-as em ganho para o seu sustento.Escolho um brinco colorido com uma pequena pena azul na ponta para combinar com a calça e túnica esvoaçantes e de cor azul piscina com que estou vestida. Não deixo de comprar, também, um pacote de biscoito Globo salgado que venho saboreando em silêncio, ao mesmo tempo em que desfruto a beleza da paisagem. Noto que meus companheiros de viagem são os tipos mais diferenciados.Na minha frente duas adolescentes papeiam agitadas e sem a preocupação de que outros as escutem, falam de suas experiências amorosas sem qualquer pudor. Uma senhora franzina, de cerca de setenta anos, sentada do lado direito das duas, mostra-se incomodada com a conversa e abre e fecha a revista que tenciona ler, com gestos ríspidos de quem não gosta do que escuta. Do outro lado, à minha esquerda, um grupo com quatro estrangeiros fotografa e filma toda a Baía, não contendo gritinhos de admiração com a beleza ao redor.Um senhor em cadeira de rodas amparado pela filha, pouco atrás de mim, pergunta insistente e repetidamente sobre o horário da consulta médica. Outra senhora, com dificuldade, vai remando ao balanço da embarcação e passa por nós em busca do banheiro. Lá na frente, um casal de namorados, alheio a tudo e a todos, não percebe a hora da descida e é preciso ser chamado pelo fiscal.Após o apito anunciando nossa chegada à Ilha, vamos todos em fila indiana, num percurso de cores e cadências, atingir o outro lado, onde o trenzinho local, as charretes, bicicletas e outros ambulantes encontram-se a nossa espera.Passo por todos e dirijo-me à Igreja de São Roque, bem na entrada da Ilha, imponente na sua simplicidade, parecendo receber a mim, exclusivamente, de braços abertos.Cumpro meu ritual de visita e calmamente, seguindo a paz do local, faço minhas orações.Aqui estou eu, novamente em Paquetá. Embora estejamos no verão, o dia não está muito quente. O Sol observa a paisagem de longe e fica indeciso de se mostrar. Sento num dos bancos de madeira maciça embaixo de um coqueiro milenar e fixo na mente a natureza plena. Compro uma garrafa de água mineral numa das carrocinhas de ambulantes que circunda a praça e volto ao banco para terminar de saborear meu biscoito Globo. Refestelo-me com o ar, com o barulho das ondas batendo no mar calmo.Decido alugar uma charrete para reviver meus passeios de infância, sem deixar de fora nenhum local.O condutor, sem querer saber se lá estive outras vezes, cumpre a rotina que lhe ensinaram e anuncia cada passagem, no ritmo da puxada dos burros. Passamos pelo Museu de Artes, pela Casa de José Bonifácio, pela Academia de Letras, pela Pedra da Moreninha e pela árvore O Baobá, originária da África, chamada Maria Gorda. Aí peço ao condutor da charrete que pare por uns segundos e abraço aquela árvore com dificuldade, pois de tronco tão largo, parece nos engolir no toque. Todo o percurso é coberto por flamboyant. O Parque Darke de Matos parece nos tirar desse mundo levando-nos a distâncias não imaginadas por entre árvores de todos os tipos. Uma delas parece conter, no tronco, uma casa, onde não posso deixar de entrar e admirar o outro lado do parque que termina no mar. Só essa experiência de descobertas já vale o passeio.Resolvo tomar o trenzinho para ir ao Mirante, no Morro da Cruz, e apreciar, serenamente, a vista parcial da Ilha. De repente, dou de cara com dois sagüis, típicos da região. Filmo sua fugida, como coisa preciosa nas minhas recordações. Já lá se vão quase duas horas e meu estômago anseia por alimento. Prefiro um sanduíche de dois andares ao almoço tradicional, pois assim posso, após um breve descanso, alugar uma bicicleta Monark de pneu balão e por, pelo menos duas horas, sentir o sabor dos meus passeios à tardinha na rua em que morava quando tinha quatorze anos.

Fonte da imagem:www.skyscrapercity.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Férias, bela interrupção...


Tempo de férias...
Mesmo curtas, pois a maioria das escolas só proporcionam quinze dias aos alunos, no meio do ano, elas são esperadas com aquela ansiedade que só as crianças têm...
Tudo muda no ambiente...
Ruidos de alegria e algazarras incompreensíveis misturadas nas vozes dos pequenos, nos movimentam no nosso dia pacato, tenhamos ou não crianças em casa.
Cedo, eles já nos despertam quando enchem o play-ground portando bolas, "papagaios" ou carregando suas bicicletas. Nenhum de seus movimentos fica só no movimento. Todos, obrigatoriamente, são acompanhados de perguntas que eles mesmos respondem, por não terem a paciência devida para esperar a resposta dos pais ou dos amiguinhos. Se observarmos com cuidado, todos, sem exceção, sabem que logo, logo, esse período bom termina , fazendo com que eles voltem para os livros e para a competição diária nas muitas atividades que têm que assumir para crescer.
Fonte da imagem:clube.atrativa.com.br

quinta-feira, 22 de julho de 2010

E o dia se vai...


Mais um dia e ela acorda saltitante!...
Esquematiza o dia...
quer enchê-lo das muitas peraltices
que tenciona fazer...
Mas antes, tem os compromissos...
Academia, dentista,
compras pequenas...
e lá se vai o dia, sem ela perceber...
Olha as horas que restam depois do banho
e outros planos faz
para varar a noite...
Agrupa tres ou quatro filmes de infantes...
Junta a eles princesas e castelos,
mas o sono bate e ela larga tudo pra' amanhã...
Fonte da imagem: herikaborboleta

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tragédia ou destino ?


Quando me dispus a criar esse blog, me prometi que jamais entrariam palavras que não soassem como folhas ao vento, para espalhar alegria e coisas afins.
No entanto, desde ontem quando ouvi no noticiário a morte do filho de Cissa Guimarães, não penso em outra coisa.
A brutaliddade da chegada da morte, num momento tão especial de divertimento, haja vista que o rapaz andava de skate, me apavorou.
Olha que nessa minha vida vivida, já atestei casos e mais casos de tragédia.
Fico pensando se estou assim por intuir que a mãe do rapaz, a atriz, exatamente agora, transbordava alegria com seu jeito de moleca ao anunciar todas as noites o prêmio do torpedão.
Não consigo ver explicação entre a imagem sorridente da apresentadora e a tragédia ocorrida nesse mesmo momento, com a perda irreparável do filho mais novo.
Lamentável a vida em alguns momentos...
Fonte da imagem: revistaquem.globo.com

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A arte de receber


Admiro aqueles que tem na simplicidade a grande arte de receber amigos em casa.
Não falo aqui daqueles que apoiados na comemoração de um dia festivo, contratam equipes para engrandecer o encontro com os amigos.
Falo aqui daqueles que se disponibilizam mesmo, de corpo e alma.
Falo aqui daqueles que não se preocupam em estragar a decoração do ambiente e tiram móveis e sofás do lugar costumeiro, para abrir espaços para a dança frenética dos convidados, no vai-vém do resgate dos petiscos vários, que se dipõem em mesinhas estrategicamente colocadas nos cantos.
É nesse cenário, sejam quinze ou vinte pessoas, num espaço pequeno ou maior, que se desenrolam vidas no afã daqueles, novos no grupo, se fazerem conhecer.
Quanta história, num meio tão informal, podemos saborear se observarmos gestos e palavras, vindos à tona, pela simples alegria de conviver.
Reuniões assim, fazem bem à alma, dão anos de vida, em minutos.
Lamentavelmente, poucos, muito poucos, na atualidade, tem a sorte de encontrar grupos assim... Felizes...
Fonte da imagem: meusonhodecasa.blog.br

domingo, 18 de julho de 2010

Minha festa


Hoje, me vesti de festa,
Domingo sempre nos inspira,
Se do ar não tiramos as vestes,
como sentir e apreciar o dia...
Procurei o lugar para vivê-la,
pensei achá-la fora de mim,
mas ledo engano, não a vi.
Busquei então aqui dentro
e, me surpreendendo a escondi.
0lhei para o sol me sorrindo
e só então entendi,
são meus olhos que festejam
aquilo que eu quero pra'mim.
Fonte da imagem: girouniversal.wordpress.com

sábado, 17 de julho de 2010

Aí vem ela, de novo!


Hoje, meu dia começa festivo.
Conviver com criança é a luz no fim do túnel. Elas não nos deixam sucumbir, nem quando o cansaço é maior do que nossas forças podem suportá-lo.
Acredito firmemente que todo mundo devia trazer, a tiracolo, em qualquer época da vida, uma criança.
Elas nos mostram o real sentido da vida, elas nos movem pra' frente e nos fazem vibrar apenas com o seu sorriso.
Meu dia começa festivo porque nos próximos dias terei minha sobrinha que está em férias, aqui em casa, na nossa companhia.
É uma só, mas enche a casa. Consegue usar computador, TV, mp4 e lápis e papel, tudo ao mesmo tempo.
Durante esses dias, a CBN e os programas de notícias serão ouvidos somente pelo meu marido, egoisticamente, no rádio de pilha.
E eu, em qualquer canto da casa, para onde eu vá, estarei ouvindo Isa TKM ou Hanna Montana...
Fonte da imagem:dtvb.ibilce.unesp.br